Represa Billings é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água da Região Metropolitana de São Paulo. A oeste, faz limite com a bacia hidrográfica da represa de Guarapiranga e, ao sul, com a serra do Mar. Seus principais rios e córregos formadores são o rio Jurubatuba (ou rio Grande), ribeirão Grande (no município de Ribeirão Pires), rio Pequeno, rio Pedra Branca, rio Taquacetuba, ribeirão Bororé, ribeirão Cocaia, ribeirão Guacuri, córrego Grota Funda e córrego Alvarenga.

Sistema Rio Grande miniaturadaimagem|Billings cercada de Mata Atlântica como é em sua maioria|esquerda O Sistema Rio Grande é formado pela compartimentação do braço do rio Grande na represa Billings. O manancial tem capacidade de 11,21 bilhões de litros de água e está localizado próximo à Rodovia Anchieta.

O tratamento de água é feito na Estação de Tratamento de Água Rio Grande onde são produzidos 5,5 mil litros de água por segundo para atender os municípios de São Bernardo do Campo, Santo André e Diadema.

História Por volta de 1910, o engenheiro Walter Charnley escolheu na Serra do Mar as escarpas de 640 m do rio Itapanhaú, que deságua em Bertioga, como local de um grande projeto de geração de energia. Em 1923, o engenheiro americano Asa White Kenney Billings preferiu que fosse represado o rio Grande e desviasse as águas através de um canal chamado Summit Control para o Córrego das Pedras, com curso serra abaixo.

A represa foi idealizada em 27 de março de 1925 pelo engenheiro Billings, empregado da extinta concessionária de energia elétrica Light, daí o nome. Inicialmente, a represa tinha o objetivo de armazenar água para gerar energia elétrica para a usina hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão.

Em 1925, a Light iniciou a construção do dique do rio das Pedras. A represa foi inundada em 1927 e a Light iniciou a construção do dique do rio Grande, em 1937. Na década de 1940 foram construídas estações elevatórias de Pedreira e Traição para aumentar a vazão de água, trazendo problemas ambientais.

O projeto foi ampliado e em 1949, foi planejado o novo reservatório (rebatizado de Billings) que receberia todas as águas do Alto Tietê. No início dos anos de 1980, foi construído uma barragem que separa o braço do rio Grande do corpo principal do reservatório. Desde o ano 2000, há uma nova captação em um dos braços mais ao sul, denominado Taquacetuba.

Engenharia e operação A Represa Billings integra um conjunto de obras hidráulicas (barragens, diques, vertedouros e estruturas auxiliares) que permitem o controle do nível d’água, a regularização de vazões e a operação do sistema para fins de geração de energia e usos múltiplos. Parte da infraestrutura foi implantada no período de expansão do setor elétrico paulista associado à antiga concessionária São Paulo Tramway, Light and Power Company (Light).

Um dos marcos estruturais do sistema é a Barragem do Rio das Pedras, citada como uma obra em concreto associada à compartimentação e ao controle hidráulico de setores do reservatório. Informações de imprensa local apontam a barragem como estrutura histórica, com cerca de 35 m de altura e 173 m de comprimento de crista, além de rotinas de inspeção e avaliação de segurança estrutural.

A operação do sistema está relacionada à geração de energia na Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão, interligada ao conjunto por estruturas de captação e condução de água. Páginas institucionais descrevem o complexo Henry Borden e sua vinculação ao aproveitamento hidráulico regional. Há também descrições históricas e técnicas do aproveitamento na Baixada Santista em fontes de memória regional.

Nas décadas seguintes, a ampliação do projeto e o uso de estações elevatórias e reversões hidráulicas contribuíram para aumentar a disponibilidade de água para geração e abastecimento, mas também se associaram a pressões ambientais e ao debate sobre a qualidade da água em reservatórios urbanos. Em reportagem sobre os usos múltiplos da Billings no centenário do sistema, são mencionados desafios contemporâneos ligados à poluição, mudanças climáticas e gestão do manancial. Estudos acadêmicos também discutem aspectos de qualidade da água, eutrofização e monitoramento ambiental na Billings, incluindo abordagens por sensoriamento remoto e modelagem.

Modernizações e energia solar flutuante A partir da década de 2020, foram anunciadas iniciativas de geração por energia solar fotovoltaica flutuante na Billings, associadas a ativos sob gestão da EMAE. Veículos especializados do setor reportaram a implantação e a expansão de usinas solares flutuantes no reservatório, bem como metas de ampliação de capacidade instalada por etapas.

A implantação de infraestrutura de geração no espelho d’água pode exigir medidas adicionais de proteção física e monitoramento operacional, especialmente em ambiente urbano.

Pesquisa e gestão do manancial Pesquisas em diferentes frentes (qualidade da água, impactos ambientais e gestão de usos múltiplos) aparecem tanto em reportagens quanto na literatura científica. Um exemplo é o uso de sensoriamento remoto para subsidiar diagnósticos ambientais em reservatórios urbanos, com publicações indexadas discutindo métodos e indicadores aplicáveis ao contexto da Billings.

Características esquerda|miniaturadaimagem|Represa Billings à partir da sede do SESC Interlagos A Represa Billings possui espelho d’água de 10 814 ha. Devido a seu formato peculiar, a represa está subdividida em oito unidades, denominadas braços: Rio Grande, Rio Pequeno, Capivari, Pedra Branca, Taquacetuba, Bororé, Cocaia e Alvarenga.miniaturadaimagem|Parte da Billing vista de cimaEm função do elevado crescimento populacional e industrial da Grande São Paulo ter ocorrido sem planejamento, principalmente ao longo das décadas de 1950 a 1970, a represa Billings possui pequenos trechos poluídos com esgotos domésticos, industriais e metais pesados. Apenas os braços Taquecetuba e Riacho Grande são utilizados para abastecimento de água potável pela Sabesp. Em 2015, o governo de São Paulo decidiu usar um braço do Rio Pequeno para reforçar o Sistema Alto Tietê e abastecer a Grande São Paulo.

A pesca amadora é muito praticada, devido às espécies de peixes encontradas, como tilápias, lambaris, carpas-comuns e traíras, entre outras.

Ver também

Represa Guarapiranga Sistema Alto Cotia Sistema Alto Tietê Sistema Cantareira Sistema Rio Claro Sistema São Lourenço Bacia Hidrográfica do Alto Tietê

Ligações externas

Billings Categoria:Tratamento de águas no Brasil Categoria:Albufeiras do Brasil