Fernando da Costa Leal (Margão, Índia Portuguesa, 15 de Outubro de 1846 – Goa, 4 de Abril de 1910), foi um oficial do exército, escritor e botânico português.

No exército, prestou serviço em Angola e Moçambique, após ter iniciado a sua carreira militar no exército privativo da índia Portuguesa. Em 1854, participa na expedição de exploração da foz do rio Cunene Lacerda, José, Exame das viagens do Doutor Livingstone, Lisboa, Imprensa Nacional, 1867, p. 515-520. cujo relato está publicado.[RELATÓRIO SOBRE UMA VIAGEM AO RIO CUNENE EM 1854], por Fernando da Costa Leal. in: «Anais do Conselho Ultramarino». 1867. Lisboa, parte oficial, vol. 1, pp. 113-18 e parte não oficial, 1.» série. pp. 129-132.

Em 1874 veio para Portugal continental e posteriormente voltou para a Índia com a patente de coronel.

A propósito da sua tradução e estudo da obra Les soldats de la révolution, de Jules Michelet, que publicou em 1889, recebeu nesse ano uma carta de Antero de Quental que lhe dizia: “O Fernando é dos poucos que ainda sabem escrever em português”. Esta carta foi publicada separadamente por Rodrigo Veloso em Soldados da revolução (1896)

Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas Jornal do domingoJornal do domingo : revista universal (1881-1888) [cópia digital, Hemeroteca Digital] (1881-1888), Galeria republicanaGaleria republicana (1882-1883) [copia digital, Hemeroteca Digital] (1882-1883), A imprensaA imprensa : revista científica, literária e artística (1885-1891) [cópia digital, Hemeroteca Digital] (1885-1891) e A comedia portuguezaA comedia portugueza : chronica semanal de costumes, casos, politica, artes e lettras (1888-1892) [cópia digital, Hemeroteca Digital] (1888-1892).

Obra poética Reflexos e Penumbras (1880) Relâmpagos (1888)

Outras obras Palmadas na Pança de John Bull (1884) O Livro da Fé. Nova Goa, Imprensa Nacional, 1906

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