Virgílio Clímaco Damásio (Itaparica, 21 de janeiro de 1838―Salvador, 21 de novembro de 1913), foi um médico e político brasileiro.
Foi governador da Bahia em duas ocasiões.
Biografia Nasceu na freguesia de Itaparica, filho de Francisco Borja Damásio e Maria Amália Clímaco de Sousa. Cursou medicina na Faculdade de Medicina da Bahia, formando-se no ano de 1859.
Em 1866, integrou o grupo de fundadores da Gazeta Médica da Bahia, que era composto pelos médicos estrangeiros John Paterson, José Francisco de Silva Lima e Otto Wucherer, e pelos médicos baianos Januário de Faria e Pires Caldas, bem como pelo então estudante Pacífico Pereira, que adiante se tornaria diretor destra revista.
Começou a vida política com 28 anos, candidatando-se para a Assembleia Provincial, já defensor da República. Foi vice-presidente do Partido Republicano da Bahia, quando da fundação deste, em 1889. Após seus mandatos como governador, foi senador.Dados biográficos em: JÚNIOR, Álvaro Pinto Dantas de Carvalho. "O Barão de Jeremoabo e a Política do seu Tempo", EGB, Salvador, 2006 (ISBN 85-7505-147-4)
Professor da Faculdade de Medicina da Bahia, integrou as comissões educativas da ampla reforma do ensino, projetada por Manuel Vitorino, cujas propostas, por demais revolucionárias para o conservadorismo vigente, causariam o afastamento do governador.
Foi médico de Rui Barbosa, de quem era primo, e na Fundação Casa de Rui Barbosa encontram-se fatos, imagens e documentos sobre ele.
Governos da Bahia No conturbado período que se seguiu à Proclamação da República, viveu a Bahia momentos onde as mudanças do regime pareciam levar ao confronto entre as diversas e confusas correntes que se manifestaram - primeiro contrárias à nova ordem e depois, ante sua inevitabilidade, favoráveis.
Apesar disto, não houve solução de continuidade entre aqueles que mandavam no estado, à época: coube à Assembleia Legislativa, eleita ainda no império, por seu presidente Augusto Guimarães, dar posse ao governo provisório.
Para o cargo máximo do estado havia sido indicado o diretor da escola de medicina, Manuel Vitorino. Entretanto, recusando-se a tomar posse num quartel, o mesmo deixou de assumir o governo, por um período de treze dias - tempo em que o cargo foi ocupado por Virgílio Damásio que, assim, para todos os efeitos, tornou-se o primeiro governador da Bahia no período republicano.
Damásio, junto com outros republicanos, havia festejado a proclamação na tarde de 16 de novembro de 1889, numa concentração defronte ao Forte de São Pedro. À noite, um confronto inusitado ameaçara os republicanos que festejavam: o grupo foi duramente atacado por negros adeptos da monarquia, defensores da Princesa Isabel, integrantes de uma milícia chamada "Guarda Negra"… Com a intervenção policial, a ordem se fez na cidade.
Assumindo finalmente Manuel Victorino, não consegue entretanto manter-se no cargo. Afastado, assume a vaga o marechal Hermes Ernesto da Fonseca - irmão de Deodoro da Fonseca e pai do futuro presidente, Hermes da Fonseca. Já velho e com a saúde frágil, o marechal fica apenas por cinco meses à frente do cargo, que passa para o vice-governador - durante todo este tempo, Virgílio Damásio.
De forma definitiva, portanto, Damásio toma posse a 14 de setembro de 1890 e governa até 15 de novembro do mesmo ano - tempo em que promoveu a reforma do ensino da medicina legal no estado e instituiu a constituinte estadual.
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