Eponina Otaviano Otaviano de Almeida RosaDiferentes fontes como registros civis, de igreja ou mesmo jornais grafam seu nome de casada de formas ligeiramente diferentes como Eponina Otaviano, Eponina Barreto de Almeida Rosa ou Eponina Barreto Otaviano (Jornal do Commercio, 3 de agosto de 1872, página 2). Foi como Eponina Otaviano, no entanto, que ela foi mais comumente referida nos jornais., nascida Eponina Alves Muniz BarretoAlguns documentos grafam somente Eponina Alves Branco., filha de Joaquim Francisco Alves Branco Muniz Barreto (um dos diretores do "Correio Mercantil", de que depois se fez o único proprietário, e concessionário da Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco) e de Maria José Ribeiro de Magalhães, foi esposa do senador e conselheiro Francisco Otaviano de Almeida Rosa (advogado, diplomata, poeta, jornalista de renome e político do Partido Liberal) e com ele manteve em sua casa um duradouro e frequentado centro literário, político e jornalístico. Foi também uma das amantes do imperador D. Pedro II.

Nasceu no Rio de Janeiro em 31 de maio de 1837.

Foi em um baile em 25 de novembro de1852 no Cassino Fluminense, salão luxuoso situado no Passeio Público que oferecia grandes festas no segundo reinado, que Eponina debutou aos 15 anos. A esse grande baile de fim de estação que costumava dar o Cassino Fluminense compareceu também D. Pedro II.

Em 4 de novembro de 1854 a bela, graciosa e então moça rica casa-se aos 17 anos com o advogado, jornalista e então deputado geral pela província do Rio de Janeiro Francisco Otaviano que, por essa época, já trabalhava no jornal Gazeta Mercantil, de propriedade de seu sogro.

J. B. Gonzaga Filho descreve a bela e graciosa Eponina, com seus 18 anos, “moça muito educada, sabendo meiga e delicadamente encantar os que lhe frequentam o lar", "dourando aqueles saraus e serões em S. Cristóvão, na Rua Evaristo da Veiga", onde vão morar.

Da união de Eponina com Otaviano nasceram 6 filhos: Jarbas, Alice, Eduardo, Violeta, Álvaro e Benjamin.

À época em que Otaviano foi designado enviado especial e ministro plenipotenciário à Guerra do Paraguai o Almirante Tamandaré, então Comandante em Chefe das forças navais do Brasil, quis homenageá-lo batizando de "Eponina" o vapor mercante que, incorporado à força naval brasileira, se transformaria em hospital de sangue durante a Guerra do ParaguaiNão obstante este relato, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha informa, por outro lado, que o nome do vapor Eponina lembrava o da mulher do gaulês Sabino que tentou libertar os gauleses do jugo romano. Esse navio-hospital foi destruído por um incêndio em 6 de janeiro de 1867, perecendo mitos doentes que se encontravam na coberta do navio..

Foi devota de Santana de Colubandê.

Foi membro da Associação Promotora da Instrução  que, dentre outras atividades, organizou e manteve um curso noturno na Freguezia de São Cristóvão .

Foram, ela e Otaviano, grandes amigos de Machado de Assis.

Machado de Assis ao se recordar dos últimos dias de Francisco Otaviano acaba por registrar a aparência e postura de Eponina à época:

“A casa era no Cosme Velho. As horas da noite eram ali passadas, entre os seus livros, falando de cousas do espirito, poesia, filosofia, historia, ou da vida da nossa terra, anedotas politicas, e recordações pessoais. Na mesma sala estava a esposa, ainda elegante, a despeito dos anos, espartilhada e toucada, não sem esmero, mas com a singeleza própria da matrona. Tinha também que recordar os tempos da mocidade vitoriosa, quando os salões a contavam entre as mais belas. O sorriso com que ouvia não era constante nem largo, mas a expressão do rosto não precisava dele para atrair a D. Eponina as simpatias de todos.”

A morte de seu marido traz à lume as dificuldades financeiras do casal. Livros e mobília tiveram de ser vendidos em leilão para que com o valor obtido e 25 dias do subsídio de senador fosse paga aos credores a soma de seis contos de réis .

Padecendo de grave enfermidade faleceu de trombose cerebral a 18 de setembro de 1895 em sua própria casa na Rua de São Clemente, 83, no Rio de Janeiro. Foi sepultada no cemitério de São Francisco de Paula.

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