O Ataque ao Instituto Educativo Antón Makárenko foi um ataque escolar ocorrido em 24 de março de 2026 na cidade de Lázaro Cárdenas, no estado de Michoacán, México. O atentado resultou na morte de duas professoras da instituição.
O autor do crime, um estudante de 15 anos identificado legalmente como Osmar "N", utilizou um rifle de assalto AR-15 que havia sido retirado de sua própria residência.
O ataque Na manhã de 24 de março de 2026, o estudante de 15 anos chegou atrasado ao Instituto Educativo Antón Makárenko, uma escola preparatória privada. Ele transportava um rifle de assalto AR-15 calibre .556 oculto no interior de um estojo de guitarra. Ao ser impedido de entrar no colégio pelas professoras devido ao atraso, o jovem sacou a arma e abriu fogo na entrada da instituição. No local, as autoridades recolheram pelo menos 14 cartuchos deflagrados.
Vítimas Duas docentes morreram no local em decorrência dos disparos de arma de fogo: María del Rosario Sagrero, de 36 anos de idade. Tatiana Madrigal Bedolla, de 37 anos de idade.
Investigação e antecedentes As investigações policiais revelaram que, horas antes de cometer o atentado, o adolescente havia publicado um vídeo em suas redes sociais exibindo a arma de fogo utilizada no crime. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no quarto do menor, a polícia localizou e apreendeu diversos medicamentos de uso controlado.
Julgamento e condenação Em julho de 2026, o processo judicial foi encerrado por meio de um procedimento abreviado, no qual o réu confessou a autoria dos crimes de feminicídio e porte de arma de fogo de uso exclusivo do Exército.
Com base na Lei Nacional do Sistema Integral de Justiça Penal para Adolescentes do México, o tribunal aplicou a pena máxima permitida para a faixa etária do jovem, condenando-o a 3 anos de internação definitiva em um Centro Integral para Adolescentes situado na cidade de Morelia. Além da restrição de liberdade, foi estipulada uma indenização de 3,2 milhões de pesos mexicanos para as famílias das vítimas.
Reação pública A sentença de três anos de internação — o limite legal no país para infratores dessa idade — gerou intensa indignação na sociedade mexicana e reacendeu debates legislativos sobre a necessidade de reformar o código penal e as leis de responsabilidade juvenil para crimes hediondos cometidos por menores de idade.
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