A Igreja Católica na Coreia do Norte mantém uma comunidade de algumas centenas de fiéis que praticam a fé sob a supervisão da Associação Católica Coreana, estabelecida pelo Estado, em vez de sob a jurisdição da hierarquia católica. Ainda que a Constituição garanta a liberdade religiosa, qualquer ideologia considerada estrangeira, incluindo o cristianismo, é fortemente reprimida; portar e divulgar material religioso, como a Bíblia, também é proibido e punível. Violar a legislação pode acarretar em penas severas, como trabalhos forçados que variam entre cinco e dez anos, ou até mesmo a pena de morte. Membros da família podem sofrer o mesmo destino. O sistema songun classifica os cristãos como "hostis", e os exclui do sistema de saúde pública. As severas restrições são limitantes na questão de que dados do país sejam coletados. A Fundação ACN considera a perspectiva religiosa norte-coreana como "extremamente sombria". A Fundação Portas Abertas considera a Coreia do Norte como o país mais perigoso para os cristãos no mundo. Na prática, há a Igreja Católica "oficial" —Controlada pelo governo— e a "subterrânea, que tem de se reunir às escondidas, mas sob forte vigilância e correndo sérios riscos. O governo realiza uma constante doutrinação da população de culto à personalidade do líder Kim Jong-un.
História No início do século XX, a Igreja Católica norte-coreana vivia seu auge. Pyongyang era conhecida como a "Jerusalém Oriental", e cerca de 30% de sua população aderia ao cristianismo. A região já possuía mais de duas mil igrejas.
Atualmente Na capital, Pyongyang, existem cinco igrejas oficialmente sancionadas pelo governo — três protestantes, uma católica e uma ortodoxa —, e que mesmo assim enfrentam fortes restrições, e, na prática, elas apenas funcionam como propaganda de tolerância do governo. A aprovação da Lei do Pensamento Reacionário tornou ainda mais arriscado e perigoso o simples ato de possuir ou portar uma Bíblia. Mulheres cristãs grávidas que têm sua crença religiosa descoberta, podem ter seu parto induzido por injeções, violência física, e, se mesmo assim o feto não morrer, é afogado em baldes de água.
Nos últimos vinte anos, sacerdotes e leigos sul-coreanos visitaram a Catedral de Changchung e tiveram a oportunidade de participar da missa junto aos fiéis norte-coreanos, além de realizar trocas humanitárias. No entanto, os padres e fiéis sul-coreanos, tiveram reações diferentes em relação à Igreja norte-coreana, variando entre os que se impressionaram, e os que tiveram a dúvida, e acabaram se perguntando: "Será que os norte-coreanos, que vêm a missa na catedral de Changchung, são os verdadeiros crentes?".
Organização territorial thumb|150px|right|Mapas da divisão territorial católica da Península Coreana, com destaque para a Diocese de Pyongyang. A linha tracejada preta é a atual divisão política entre a Coreia do Sul e do Norte O país está dividido em dioceses, porém todas atualmente vacantes e sem liberdade para operar. As que fazem parte do território inteiramente são: Diocese de Hamhung Diocese de Pyongyang Abadia Territorial de Tŏkwon
Há também a Arquidiocese de Seul e a Diocese de Chuncheon, que tem parte de seus territórios também na Coreia do Sul.
Conferência Episcopal
A reunião dos bispos coreanos forma a Conferência dos Bispos Católicos da Coreia. O órgão foi criado em 1959, e está sediado em Seul. De forma que todas as dioceses norte-coreanas estão vacantes, não há bispos da Coreia do Norte atuando.
Santos Existem seis santos na Igreja Católica coreana, sejam eles nascidos, mortos ou intimamente ligados à história da nação. Dois deles, nasceram em território norte-coreano: Aleixo U Se-yŏng e Pedro Yu Chŏng-nyul, martirizados durante as perseguições de 1866. Estimativas chegam a até possíveis 10.000 pessoas martirizadas neste período.
Ver também Religião na Coreia do Norte Igreja Católica na Coreia do Sul Igreja Católica na China Igreja Católica na Rússia