Os atabitas ou Banu Atabe () eram uma linhagem dos alafitas, uma das duas principais divisões dos taquifitas de Taife. Descendiam de Atabe ibne Maleque, da linhagem de Aufe ibne Caci, e eram aparentados aos muatibitas, outro importante ramo alafita. Durante a Jailia, os atabitas estiveram associados ao culto de Alate, cuja custódia esteve vinculada a descendentes de . Alguns membros da linhagem aderiram precocemente ao Islã, entre eles e , ambos contados entre os companheiros de Maomé. Outros atabitas participaram dos acontecimentos que antecederam a submissão de Taife, e descendentes do grupo são posteriormente documentados em Cufa.
História
Os atabitas eram uma linhagem dos alafitas, uma das duas principais divisões dos taquifitas de Taife. Descendiam de Atabe ibne Maleque ibne Cabe ibne Anre ibne Sade ibne Aufe ibne Caci, sendo Caci o ancestral epônimo dos taquifitas, conhecido pelo epíteto Taquife. Atabe era irmão de Muatibe, ancestral dos muatibitas, outra importante linhagem alafita. Os atabitas estavam tradicionalmente associados ao culto de Alate, principal divindade de Taife durante a Jailia. A custódia de seu santuário esteve particularmente vinculada aos descendentes de . Entre eles encontrava-se , descrito como homem proeminente entre os taquifitas; a tradição genealógica atribuída a Ibne Alcalbi associa sua descendência à custódia da Raba, denominação de Alate entre os habitantes de Taife. Entre os filhos de Xubail figurava , poeta e um dos primeiros membros conhecidos da linhagem a abraçar o islão. É contado entre os companheiros de Maomé e teria participado do Juramento de Riduão em Hudaibia. Outro membro da família, , é genealogizado como Hubaira ibne Xubail ibne Ajelane ibne Atabe. Quando Maomé deixou Meca para marchar contra Taife em 8 A.H. (630), Hubaira teria sido colocado temporariamente à frente da cidade; depois do regresso da expedição, Atabe ibne Acide recebeu formalmente o governo de Meca e a direção da peregrinação.
Outra linhagem dos atabitas descendia de Jabir ibne Atabe. Seu filho , que viveu durante os acontecimentos que antecederam a submissão de Taife, aparece nas tradições relativas à morte de Urua ibne Maçude. Depois de abraçar o islão e retornar a Taife para pregar a nova religião, Urua foi atingido por uma flecha e morreu em consequência do ferimento. As duas facções taquifitas disputavam a atribuição do feito: os malequitas afirmavam que o responsável fora , dos salimitas, enquanto os alafitas atribuíam a morte a Uabe ibne Jabir, expressamente identificado como membro dos Banu Atabe. Da linhagem de Uabe procedeu , cuja genealogia é transmitida como Ialá ibne Murra ibne Uabe ibne Jabir ibne Atabe. Ialá abraçou precocemente o islão e participou ao lado de Maomé dos acontecimentos de Hudaibia e do Juramento de Riduão, bem como das campanhas de Caibar, da Conquista de Meca, da Batalha de Hunaine e do Cerco de Taife. Durante este último, participou da destruição das vinhas dos taquifitas ordenada por Maomé. Posteriormente, vinculou-se a Cufa, embora também existam tradições que o situem em Baçorá. Entre seus filhos encontravam-se e , ambos mencionados entre aqueles que transmitiram tradições de seu pai. Abedalá estabeleceu-se em Cufa como transmissor, onde a linhagem prosseguiu através de seu filho Omar.
Bibliografia
Categoria:Saditas (taquifitas)