Raiana binte Zaíde (), também conhecida como Raiana binte Xamune ibne Zaíde (; m. ) foi uma mulher judia ligada aos nadiritas e posteriormente a Maomé. Casada com um homem dos curaizaítas, foi capturada após a Expedição aos Curaizaítas, em 627, na qual seu marido foi morto. Depois de sua captura, foi escolhida por Maomé como seu e levada para Medina. As fontes apresentam versões divergentes sobre sua relação posterior com Maomé. Segundo uma tradição, Raiana converteu-se ao islã, foi alforriada e casou-se com ele, passando a figurar entre suas esposas; outra sustenta que permaneceu sua concubina e não se converteu. Raiana morreu em Medina em 10 A.H. (632), depois da Peregrinação de Despedida, e foi sepultada no Cemitério de Albaqui.
Biografia
Raiana era filha de , também conhecido como Abu Raiana, que é mencionado nas fontes como membro dos nadiritas. Algumas fontes apresentam seu nome simplesmente como Raiana binte Zaíde. Segundo Yılmaz, ela pertencia originalmente aos nadiritas, mas era casada com Aláqueme, também chamado Abede Aláqueme, um homem dos curaizaítas. Por esse motivo, algumas fontes a consideram integrante desta última tribo e chegam a julgar fraca a tradição que a associa aos nadiritas. Após a Batalha da Trincheira, em 627, Maomé sitiou os curaizaítas, que acabaram se rendendo. Segundo a tradição muçulmana, os homens em idade de combater foram executados, enquanto as mulheres e crianças foram feitas prisioneiras e os bens da tribo distribuídos entre os muçulmanos. O marido de Raiana foi morto nesse episódio, e ela figurou entre as mulheres capturadas. Maomé escolheu-a como seu , isto é, a parcela do butim reservada a ele, e ordenou que fosse levada à casa de . Raiana permaneceu ali durante cerca de um mês.
Segundo o relato transmitido por Ibne Sade, quando Maomé foi encontrá-la, Raiana inicialmente evitou apresentar-se diante dele por vergonha. Maomé chamou-a e propôs casar-se com ela caso aceitasse o islã. Depois de Raiana aceitar a proposta, ele a libertou e lhe concedeu, como fizera com suas demais esposas, um dote de doze de prata. O casamento teria ocorrido em Dulrija de 5 A.H. (maio de 627); segundo outra tradição, sua própria libertação constituiu o dote. Relata-se ainda que Raiana demonstrou intenso ciúme das demais esposas de Maomé, levando-o a divorciar-se dela de forma revogável. Diante de sua tristeza, porém, ele teria retomado o casamento. Existe uma tradição diferente, considerada fraca por Yılmaz, segundo a qual Raiana permaneceu concubina de Maomé e não se converteu ao islã. A divergência acerca de sua condição explica sua apresentação nas fontes tanto entre as esposas de Maomé quanto entre suas concubinas. Raiana morreu em Medina em 10 A.H. (632), algum tempo depois do retorno de Maomé da Peregrinação de Despedida, e foi sepultada no Cemitério de Albaqui.
Bibliografia
Categoria:Nadiritas Categoria:Curaizaítas Categoria:Judeus Categoria:Árabes do século VII Categoria:Mulheres do século VII Categoria:Esposas de Maomé Categoria:Pessoas sepultadas no Cemitério de Albaqui