Mauro Scoccimarro (Udine, 30 de outubro de 1895 — Roma, 2 de janeiro de 1972) foi um economista e político comunista italiano. Foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano e exerceu o cargo de ministro das Finanças entre 1945 e 1947.

Início de vida e educação Scoccimarro nasceu em Udine em 30 de outubro de 1895. Seu pai era de origem apuliana e funcionário das ferrovias.

Scoccimarro formou-se no Instituto Técnico Zanon, em Udine, em outubro de 1913. Frequentou a Universidade Ca' Foscari de Veneza e graduou-se em economia e ciências políticas em 1922. Esteve envolvido na Primeira Guerra Mundial e ingressou no Partido Socialista em 1917, mas, após o congresso partidário realizado em Livorno em 1921, deixou o partido para fundar o Partido Comunista.

Carreira Scoccimarro esteve entre os membros italianos presentes no 4º Congresso da Internacional Comunista (Comintern), realizado em 1922. Em 1923, passou a integrar o secretariado do Partido Comunista ao lado de Antonio Gramsci e Palmiro Togliatti. No mesmo ano, com a prisão do dirigente partidário Amadeo Bordiga, o Comitê Executivo do Comintern designou um grupo de membros para dirigir o partido, entre eles Scoccimarro, Palmiro Togliatti, Egidio Gennari, Angelo Tasca e Umberto Terracini. No partido, Scoccimarro integrava a facção liderada por Antonio Gramsci.

Scoccimarro foi preso pelos fascistas em 1926 e condenado a 21 anos de prisão. Foi libertado em 1937, mas enviado para a Ilha de Ponza e, em seguida, para a Ilha de Ventotene, onde viveu sob vigilância policial até julho de 1943, quando o regime de Benito Mussolini, líder fascista da Itália, foi derrubado. Após a liberação de Roma, em junho de 1944, Scoccimarro atuou como alto-comissário para a expulsão dos fascistas e foi ministro da Itália ocupada. Nessa função, encontrou oportunidades para fortalecer as posições dos comunistas italianos nas regiões do norte do país.

O cargo seguinte de Scoccimarro foi o de ministro das Finanças, exercido entre junho e dezembro de 1945 no gabinete de Ferruccio Parri e, em seguida, entre dezembro de 1945 e janeiro de 1947, no segundo gabinete de Alcide De Gasperi. Scoccimarro foi eleito senador em 1948 e permaneceu no cargo até 1972. Também ocupou diferentes funções no Partido Comunista; em 1966, era presidente da comissão central de controle. Além disso, foi vice-presidente do Senado de 1958 a 1972.

Morte Scoccimarro morreu em Roma em 2 de janeiro de 1972.

Visões políticas e obras Scoccimarro integrou a facção stalinista do Partido Comunista no início da década de 1960.

Scoccimarro foi autor dos seguintes livros, além de outros escritos:

La Costituente e il rinnovamento nazionale (A Constituinte e a renovação nacional), 1946 Dottrina marxista e politica comunista (Doutrina marxista e política comunista), 1946 Su alcuni aspetti del nostro programma (Sobre alguns aspectos do nosso programa), 1946 Il secondo dopoguerra (O segundo pós-guerra), 2 volumes, 1956 Nuova democrazia (Nova democracia), 1958 Ideologia e politica (Ideologia e política), 1960 La crisi in Alto Adige (A crise no Alto Ádige), Roma, Editori Riuniti, 1960 Antonio Gramsci, em Trent'anni di storia italiana, 1915-1945. Dall'antifascismo alla Resistenza (Trinta anos de historia italiana, 1915-1945. Do antifascismo à Resistência), Torino, Einaudi, 1961 Ideologia marxista e programmazione economica (Ideologia marxista e planejamento econômico), Roma, Editori Riuniti, 1965 Il rinnovamento e il rafforzamento del partito (A renovação e o fortalecimento do partido), Roma, Editori Riuniti, 1966

Referências

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