Pelópidas Thebano Ondemar Parente (Porto Alegre, 23 de abril de 1934 — Porto Alegre, 4 de janeiro de 2022) foi um artista plástico brasileiro, uma das principais referências na arte negra do estado do Rio Grande do Sul.

Biografia Filho de Antônio Augusto Waldemar Parente e Ondina Silva, fez seus primeiros estudos no Colégio Nossa Senhora do Rosário, onde seu talento artístico começou a se revelar, ganhando o primeiro lugar em um concurso de desenho e duas menções honrosas no concurso estadual patrocinado pela Liga de Defesa Nacional, em 1946 e 1947. Entre as décadas de 1950 e 1970 foi figurinista de blocos de carnaval. Fez uma viagem à Bahia, onde foi influenciado pela arte negra local. Participou de várias exposições, e na década de 2000 foi convidado pelo artista Américo Souza para integrar um coletivo de artistas negros, quando seu nome começou a se tornar mais conhecido."Homenagem Pelópidas Thebano". Atelier Livre Xico Stockinger, 14 de dezembro de 2021 Para sustentar-se, ingressou no serviço público estadual, trabalhando até sua aposentadoria na Secretaria de Obras, como desenhista técnico de arquitetura, paisagismo, urbanismo, topografia e engenharia."Cultura afro é tema de três exposições de artes plásticas". Prefeitura de Porto Alegre, 20 de novembro de 2011 thumb|O Marco do Bará no Mercado Público de Porto Alegre, integrado ao Museu de Percurso do Negro

Sua atividade artística abrange várias técnicas, incluindo desenho, pintura, escultura e mosaico. Trabalhando com cores vibrantes e contrastantes, mesclando figuração e abstração, e centrado em temas relacionados à negritude, à memória e à presença do negro no Rio Grande do Sul, sua obra ganhou reconhecimento no estado. Em seus últimos anos abraçou os recursos tecnológicos e digitais no seu fazer artístico.Mendonça, Mitti. Raiz que se Alastra. Pinacotecas de Porto Alegre, consulta em 4 de setembro de 2026 Foi membro da Associação dos Escultores do Estado do Rio Grande do Sul.

Fez parte da equipe que criou o monumento O Tambor e foi o autor do Marco do Bará e do Painel Afrobrasileiro, todos nos espaços públicos que compõem o Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre, com o apoio do Programa Monumenta. O Marco do Bará foi declarado Patrimônio Imaterial de Porto Alegre,Pereira, Marli Rejani d'Ávila. Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre. Secretaria Municipal da Cultura / Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural, s/data, s/pp. e em 2021 foi tombado como Patrimônio Histórico-Cultural."Lei nº 12.824, de 17 de março de 2021". Diário Oficial de Porto Alegre, 29 de março de 2021

Reconhecimento thumb|O monumento O Tambor na Praça Brigadeiro Sampaio

Thebano é considerado uma das principais referências na arte negra do Rio Grande do Sul."Artes plásticas perde Pelópidas Thebano". Correio do Povo, 5 de janeiro de 2022"Referência na arte negra do Estado, Pelópidas Thebano morre aos 87 anos". Jornal do Comércio, 4 de Janeiro de 2022 Em 2004 recebeu o Prêmio Quilombo dos Palmares da Câmara Municipal de Porto Alegre, na categoria Atuação Artística e Cultural, em 2012 recebeu o Troféu Carlos Santos da Câmara Municipal,"Morre o artista plástico Pelópidas Thebano, referência da arte negra no Estado". Zero Hora, 4 de janeiro de 2022 em 2014 recebeu o Prêmio Funarte de Arte Negra pelo Painel Afrobrasileiro,Painel Afrobrasileiro. Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre, 2014 e em 2021 recebeu o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas da Prefeitura, na categoria Homenagem, acompanhado pela individual virtual Raiz que se Alastra, organizada pela Pinacoteca Ruben Berta, homenageando seus 87 anos de vida. Tem obras no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul,"Raiz que se alastra". Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, consulta em 4 de setembro de 2026 e no Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre.

Em seu falecimento em 4 de janeiro de 2022, a Secretaria da Cultura de Porto Alegre publicou uma nota de pesar, declarando: "O fazer artístico de Pelópidas Thebano se confunde com sua biografia. É na vivência de sua negritude e de trajetória ininterrupta nos espaços de sociabilidade negra que o artista foi pintar suas origens. Assim foi ser no espelho de sua ancestralidade que Pelópidas Thebano foi, ele mesmo, se tornando raiz, fonte de memórias, árvore frondosa que significa os griôs da cultura negra. Ele, junto com sua obra, se tornou legado para novas gerações de artistas".

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