Jorge André de Seiblitz, nome que os documentos portugueses grafam também Seilbiz, Seilblitz ou Seidlits (c. 1676 — Lisboa, 1755), foi um militar de origem alemã ao serviço da Coroa portuguesa, capitão de cavalos, que serviu nas campanhas da Guerra da Sucessão Espanhola. Do seu casamento com Ana Bárbara Ignácia de Lóssio procede a família de Lóssio e Seiblitz, estabelecida em Portugal e, na segunda metade do século XVIII, em Pernambuco.

Biografia

Origem Era natural da Alemanha, então no Sacro Império Romano-Germânico. O alvará de 14 de outubro de 1727 nomeia-o «D. Jorge Andre de Sei[l]bits, natural de Alemanha, filho de D. Frederico Lourenço de Sei[l]bits», o que fixa em fonte primária o nome do pai.Alvará de 14 de outubro de 1727. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Registo Geral de Mercês, Mercês de D. João V, liv. 19, fl. 29v–30. A leitura do apelido no manuscrito não é unívoca (Seilbits, Seiblits, Seidlits).

A ligação da família à casa silesiana dos von Seydlitz, bem como o nome que a tradição genealógica atribui à mãe, não estão documentados e devem ser tomados como conjectura.

Carreira militar Segundo um requerimento apresentado em 1774 e conservado na Torre do Tombo, Jorge André passara a Portugal ao serviço do imperador Carlos VI — à data arquiduque de Áustria e pretendente ao trono de Espanha — comandando uma das suas tropas estrangeiras, e deixou esse serviço para assentar praça na Coroa portuguesa, recebendo uma companhia de cavalos que sustentou à sua própria custa. O mesmo requerimento refere que serviu em diversas campanhas da Guerra da Sucessão Espanhola e que ficou por morto no campo de batalha a 7 de maio de 1704, com muitas feridas.Requerimento de 1774. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, PT/TT/MR/EXP/051/0244/00021.

O alvará de 1727 descreve-o como capitão de cavalos no regimento do brigadeiro conde dos Arcos e faz referência ao ferimento grave. Em 1728 foram passadas em nome da família cartas de padrão de tença e de hábito.Cartas de padrão de 1728 (tença e hábito; tença de 150$000 réis). Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Registo Geral de Mercês, Mercês de D. João V, liv. 19.

Casamento e descendência Casou em Portugal com Ana Bárbara Ignácia de Lóssio (n. c. 1680), açafata — dama da câmara — da rainha Maria Sofia de Neuburgo, mulher de Pedro II de Portugal. Os descendentes passaram a usar conjuntamente os apelidos dos dois cônjuges.

Do casal nasceu Nuno Eugénio de Lóssio e Seiblitz (1706–1755), nascido na freguesia dos Anjos, em Lisboa, e pai de Jorge Eugênio de Lóssio e Seiblitz (1737–1811), marechal-de-campo dos Reais Exércitos,, que passou a Pernambuco e é o tronco brasileiro da família.Ficha de Jorge Eugênio de Lócio e Seilbiz no fichário genealógico pernambucano microfilmado sob o título «Recife, Recife, Pernambuco. Genealogies 1741-1915», FamilySearch, imagem ark:/61903/3:1:33SQ-G5GS-995B.

Ver também Jorge Eugênio de Lóssio e Seiblitz Nuno Eugênio Lóssio e Seiblitz Jorge Eugénio de Lócio e Seiblitz

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