Dona Anja é uma telenovela brasileira produzida pela JPO Produções e exibida pelo SBT entre 09 de dezembro de 1996 e 26 de abril de 1997, em 120 capítulos, substituindo Razão de Viver e sendo substituída por Os Ossos do Barão.

Baseada no livro homônimo Dona Anja, de Josué Guimarães, adaptada por Cristianne Fridman e Yoya Wursch, dirigida por Luiz Antônio Piá, Caco Coelho e direção geral de Roberto Talma. Buscando uma obra para substituir Razão de Viver, o canal resolveu então adaptar o romance escrito em 1978, Visando abater custos, a emissora entregou a produção para a JPO Produções.

Contou com Lucélia Santos, Jonas Mello, Angelina Muniz, Danton Mello, Manuela Dias, Giuseppe Oristânio, Luiz Guilherme e Sérgio Mamberti nos papéis principais.

Enredo Em 1977, no interior do Rio Grande do Sul, Anja (Lucélia Santos) é uma mulher criada para ser casta e religiosa, que se desilude ao encontrar seu noivo, o coronel Quineu (Jonas Mello), na cama com várias mulheres. Tomada por desejos sexuais reprimidos por anos, ela se casa e juntos abrem um bordel, onde o coronel pode se divertir com as prostitutas, enquanto ela leva para cama os jovens rapazes da cidade.

No local, Anja também discursa para as mulheres sobre feminismo e prol a lei do divórcio, tendo como algozes o conservador padre Antônio (Sérgio Mamberti), que quer expulsa-la da cidade, e a primeira-dama Maria Helena (Angelina Muniz), que nunca esqueceu Quineu e odeia a rival por ter se casado com ele.

Na cidade uma guerra política é travada entre o prefeito militarista Chico Salena (Luiz Guilherme) e o vereador comunista Pedrinho (Giuseppe Oristânio), a qual atinge seus filhos, Cida (Manuela Dias) e Bruno (Danton Mello), impedidos de namorar pela rivalidade dos pais. A disputa fica mais acirrada quando Adelaide (Vera Zimmermann), rival de Maria Helena na alta sociedade, convence o marido Comerlato (Jandir Ferrari) a também concorrer à prefeitura.

Ainda há a disputa de Maurinho (Pedro Vasconcelos) e Alcebíades (Maurício Branco) por Joana (Lyliah Virna), os vandalismos do rebelde Rodolfo (Gustavo Haddad) e Atalibinha (Taumaturgo Ferreira), cuja fama de ser inesquecível na cama o faz ser perseguido pelas mulheres.

Elenco Intérprete Personagem Lucélia Santos Anja Guimarães Castilhos Jonas Mello Coronel Quineu Castilhos Sérgio Mamberti Padre Antônio Angelina Muniz Maria Helena Salena Luiz Guilherme Prefeito Chico Salena Giuseppe Oristânio Vereador Pedro Caçapa (Pedrinho) Jandir Ferrari Vereador Comerlato Vilaverde Vera Zimmermann Adelaide Vilaverde Antônio Petrin Delegado Ritilho Marques Atalibinha Duarte Sônia Lima Srtª. Isabel Danton Mello Bruno Caçapa Manuela Dias Aparecida Salena (Cida) Pedro Vasconcelos Mauro Marques (Maurinho) Gustavo Haddad Rodolfo Almeida Lyliah Virna Joana D'Arc Caçapa Maurício Branco Alcebíades Messias José Rubens Chachá Coronel Messias Ângela Figueiredo Romilda Messias Patrícia Lucchesi Matilde Marques Neco Vila Lobos Dr. Orozimbo Rosaly Papadopol Olga Sofia Papo Iara Almeida Miguel Magno Neco Isabela Coimbra Regiane Paola Bettega Vera Nilza Monteiro Cenira Núbia Ólliver Rosaura Kátia Reis Eugênia

Participações especiais Intérprete Personagem Cláudio Mamberti General Andrea Guerra Chola Paulo Márcio Edmilson

Produção A estratégia de apostar nesta deu-se pelo fato da emissora vir de uma série de telenovelas de sucesso adaptadas de livros ou de outras telenovelas antigas desde Éramos Seis, aproveitando a memória efetiva do público em histórias já conhecidas e evitando o risco de apostar em uma obra inédita que fracassasse na audiência, como ocorreu com Brasileiras e Brasileiros.

Para isso foi contratado o diretor Roberto Talma, que estava descontente com os últimos trabalhos na Rede Globo e indicou a jornalista Cristianne Fridman para escrever a adaptação – que, embora nunca houvesse trabalhado na televisão antes, era vista com bons olhos pelo diretor por seu trabalho literário no Jornal do Comércio.

Ney Matogrosso regravou Não Existe Pecado ao Sul do Equador para a abertura, porém substituindo partes da letra, como "vamos fazer um pecado rasgado, suado a todo vapor" por "vamos fazer um pecado safado, debaixo do meu cobertor" e a palavra "holandesa" por "lambeza" na letra da música.

Entre algumas técnicas usadas para fazer cenas em que sua personagem aparecia gorda como 100kg durante a fase final da novela, Lucélia usou enchimento debaixo da roupa e truques de maquiagem no rosto, ficando como esperado no vídeo.

Gravações miniaturadaimagem|Camaquã serviu de cenário para as cenas de Dona Anja. As primeiras gravações começaram em novembro de 1996 na Estância da Figueira, em Camaquã, no Rio Grande do Sul. A obra teve também cenas gravadas também em Santana de Parnaíba em São Paulo.

Temas abordados Em entrevista ao Folha de S.Paulo, Lucélia Santos, deu ênfase sobre como a história de Dona Anja ser completamente o oposto da obra Escrava Isaura, estrondo sucesso que a emplacou. Tratou de temas pertinentes naquele momento, como a lei do divórcio, agressão física, corrupção política e policial, poligamia de múltiplos parceiros e a hipocrisia não só dos habitantes da cidade onde moram os personagens, mas também no geral.

Trilha sonora

Capa: Lucélia Santos

Repercussão

Audiência Sua estreia conseguiu derrubar ainda mais a audiência do SBT. A novela começou sendo exibida às 20h45, concorrendo diretamente com os capítulos finais de O Rei do Gado e os primeiros de A Indomada, da Globo, duas das produções de maior sucesso da década de 90 produzidas.

Versões

Dona Anja, romance homônimo escrito por Josué Guimarães e publicado em 1978.

Categoria:Telenovelas do SBT Categoria:Programas de televisão do Brasil que estrearam em 1996 Categoria:Programas de televisão do Brasil encerrados em 1997 Categoria:Telenovelas baseadas em livros Categoria:Telenovelas da década de 1990 Categoria:Telenovelas em língua portuguesa