O Beato Eusébio de Esztergom (; ; ; c. 1200 - 20 de janeiro de 1270) foi um cônego húngaro, eremita e fundador da Ordem de São Paulo, o Primeiro Eremita.
Biografia Eusébio nasceu em Esztergom, filho de pais de prestígio. Era conhecido por dedicar-se a jejuns e a viver com poucos recursos. Aprendeu filosofia e escreveu livros. Por seus méritos, recebeu a dignidade de Cônego da Arquidiocese de Esztergom. Eusébio continuou dedicando-se à hospitalidade e visitava frequentemente os irmãos que viviam isolados na floresta ao redor de Esztergom e os recebia em sua casa, quando os eremitas iam trocar cestos de vime por pão.
A proximidade com esses irmãos o atraiu para a vida reclusa, mas ele precisou adiar a entrada no eremitério até o fim das guerras contra os tártaros. Após a partida dos tártaros, ele continuou ajudando seu país e três anos depois, pediu permissão ao seu superior para partir para sua nova vida. Eusébio e seus companheiros, por fim, dirigiram-se aos habitantes da ermida, recusando as tentativas de dissuasão de sua família e amigos.
Frei Eusébio viveu com seis irmãos numa gruta de três quartos, lançando os alicerces do futuro mosteiro, seguindo a regra monástica. Ele também viveu na gruta perto da fonte da Santa Cruz.
Enquanto ele orava, uma noite, teve uma visão, em que via toda a cordilheira de Pilis repleta de pequenas chamas, as quais se moveram em sua direção até em frente à cruz, junto à sua caverna, tornando-se uma enorme tocha flamejante. Nisso, Eusébio teria ouvido uma voz vinda da cruz, ordenando que convocasse os eremitas e fundasse uma comunidade. Diante disso, ele fundou a primeira ordem monástica húngara. No Sínodo Nacional de Esztergom, em 1256, assinou seu nome como o primeiro provincial da Ordem de São Paulo, o Primeiro Eremita.
Seu exemplo e devoção atraíram muitos jovens e idosos para a vida religiosa, resultando em numerosos mosteiros, cujos nomes foram registrados por volta de 1263.
Em 1262, sendo Eusébio ainda o prior provincial, viajou para Roma com alguns irmãos, para encontrar-se com o Papa Urbano IV e solicitou a Regra de Santo Agostinho. Tomás de Aquino lhe prestou auxílio na Cúria Romana, contando também com o apoio do primeiro cardeal húngaro, Estêvão I Báncsa, a mesma pessoa que permitiu que Eusébio se tornasse eremita.
Ele faleceu na presença dos irmãos, enquanto oravam, e foi sepultado junto à Santa Cruz em 20 de fevereiro.
Veneração Apesar de séculos de veneração, sua causa de canonização não pôde prosseguir devido à falta de documentação física. Apesar de ser conhecido como Beato por séculos, ele nunca foi beatificado formalmente. A causa de Eusébio recebeu o nihil obstat oficial da Congregação para as Causas dos Santos em 18 de abril de 1986. A partir da iniciativa do Cardeal Péter Erdő, Primaz da Hungria, o Papa João Paulo II, reconhecendo a antiga tradição, promulgou a concessão de indulto para Missa e Ofício em 16 de novembro de 2004. No caso dele, portanto, a própria Ordem Paulina enfatiza que não há necessidade de um novo processo de beatificação.
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