A Casa de Valois-Orleães, também conhecida por segunda Casa de Orleães, foi um ramo cadete da Casa de Valois, dinastia que reinou sobre o Reino de França entre 1328 e 1589. Fundada em 1392 por Luís I de Orleães, filho do rei Carlos V de França, esta casa ascendeu ao trono de França em 1498, na pessoa de Luís XII de França, na sequência da extinção da linha varonil direta dos Valois.
História
Fundação O príncipe fundador da Casa de Valois-Orleães foi o duque Luís I de Orleães (1372–1407), filho do rei Carlos V de França e da rainha Joana de Bourbon, e irmão mais novo do rei Carlos VI de França. Dando à sua casa o nome do apanágio de Orleães, Luís I foi um príncipe ambicioso e mecenas fastuoso, tendo aumentado a sua influência política durante as crises de loucura recorrentes do irmão mais velho. Este protagonismo colocou-o em conflito com os duques de Borgonha, primeiro o seu tio Filipe, o Audaz e depois o filho deste, João Sem Medo, que acabou por ordenar o assassinato do primo Luís I em 1407, ato que desencadeou a guerra civil entre armagnacs e borguinhões.
Carlos de Orleães e o cativeiro em Inglaterra O filho de Luís I, Carlos I, Duque de Orleães (1394–1465), sucedeu ao pai como chefe da facção armagnac e da Casa de Orleães, tornando-se um dos principais príncipes na linha de sucessão ao trono francês. Capturado pelos ingleses, permaneceu em cativeiro durante vinte e quatro anos, período em que compôs grande parte da sua obra poética, incluindo versos de tom melancólico sobre a própria condição de prisioneiro. Casou três vezes, com Isabel de Valois, Bona de Armagnac e Maria de Clèves, sendo desta última união que nasceria o seu herdeiro.
Ascensão ao trono: Luís XII O neto de Luís I, Luís II, Duque de Orleães, sucedeu ao trono de França em 1498, após a morte sem descendência masculina do primo Carlos VIII de França, reinando com o nome de Luís XII. Conhecido como "o Pai do Povo", casou sucessivamente com Joana de França (casamento anulado), Ana da Bretanha e Maria Tudor, reunindo os ducados de Valois e de Orleães à coroa francesa.
Extinção do ramo real Luís XII morreu em 1515 sem deixar descendência masculina, extinguindo-se assim o ramo real direto da Casa de Valois-Orleães. A coroa transitou para o primo e genro do rei, Francisco I de França, chefe do ramo colateral da Casa de Valois-Angoulême, que manteria o trono francês até 1589.
Ramo dos Orleães-Longueville Paralelamente ao ramo real legítimo, existiu um ramo ilegítimo da casa, fundado por João de Orleães (1402–1468), dito "o Bastardo de Orleães", filho natural de Luís I de Orleães. A este foram atribuídos os títulos de conde de Dunois e conde de Longueville, nome que a posteridade viria a associar à sua descendência, e que governou o principado de Neuchâtel entre 1504 e 1707.
Ver também Casa de Valois Casa de Orleães Casa de Valois-Angoulême Duque de Orleães
Referências
Categoria:Casa de Valois Categoria:Casas reais de França Categoria:Casa de Orleães Categoria:Dinastias extintas em 1515