Adas () foi um escravo cristão originário de Nínive, nas proximidades de Moçul, pertencente aos chefes coraixitas Xaiba ou Oteba ibne Rabia. É lembrado na tradição islâmica pelo encontro que teve com Maomé em Taife, quando, após oferecer-lhe uvas por ordem de seus senhores, reconheceu sua missão profética e converteu-se ao islão. Algumas tradições também o situam em Meca por ocasião da primeira revelação recebida por Maomé, afirmando que, juntamente com Uaraca ibne Naufal, confirmou a Cadija binte Cuailide que o ser visto por Maomé era o anjo Gabriel. Outras narrativas relatam que tentou convencer seus senhores a não participarem da Batalha de Badre, embora sem sucesso.
Vida
Adas era um cristão natural de Nínive, nas proximidades de Moçul, e escravo de Xaiba ou, segundo outras tradições, de seu irmão Oteba ibne Rabia. De acordo com um relato tradicional, logo após a primeira revelação recebida por Maomé, Cadija binte Cuailide narrou os acontecimentos a Uaraca ibne Naufal e a Adas, que então se encontrava em Meca. Ambos a teriam consolado, afirmando que o mensageiro que aparecera a Maomé era o anjo Gabriel. Adas tornou-se conhecido pelo encontro que teve com Maomé em Taife. Após ser rejeitado e apedrejado pelos habitantes da cidade, o profeta refugiou-se em um pomar pertencente a Xaiba e Oteba. Por ordem de seus senhores, Adas levou-lhe um prato de uvas, ocasião em que conversou com Maomé e reconheceu sua missão profética, convertendo-se ao islão apesar da desaprovação de seus proprietários. Segundo a tradição, quando os coraixitas se preparavam para a Batalha de Badre, Adas implorou a Xaiba e Oteba que desistissem de combater Maomé, mas não foi atendido. Não se sabe onde nem quando morreu.
Bibliografia
Categoria:Companheiros de Maomé Categoria:Nínive