As relações entre Suriname e Santa Sé referem-se às relações atuais e históricas entre a República do Suriname e a Santa Sé. O catolicismo foi introduzido no Suriname ainda no período colonial, no século XVI e é uma dos maiores grupos religiosos do país, juntamente com os hindus e os protestantes. O Suriname é um país laico, mas religiosamente plural, com diversos credos devido às grandes imigrações para o país desde a sua colonização, envolvendo europeus, africanos, indianos, javaneses, indígenas e latino-americanos.
As relações oficiais foram estabelecidas em 1994. No ano seguinte, em 16 de novembro de 1995, o papa João Paulo II recebeu as credenciais do primeiro embaixador do Suriname junto à Santa Sé, destacando que o início das relações refletia o desejo comum de promover a paz, a justiça, a solidariedade e a dignidade humana.
O Suriname mantém um embaixador acreditado junto à Santa Sé, normalmente não residente em Roma. A Santa Sé é representada no Suriname pela Nunciatura Apostólica para o Suriname, cujo núncio reside em Port of Spain, em Trinidad e Tobago, sendo acreditado simultaneamente em vários países do Caribe.
História O catolicismo romano foi introduzido no Suriname no século XVII, durante o período colonial. Os primeiros missionários chegaram à região após os holandeses assumirem o controle da colônia em 1667. Como o Suriname era administrado pelos Países Baixos, um país de maioria protestante, a Igreja Católica enfrentou diversas restrições em seus primeiros anos de atuação.
A situação começou a mudar no início do século XIX. Em 1817, as autoridades passaram a conceder maior liberdade religiosa, permitindo que a Igreja Católica se organizasse de forma mais estável. A partir de 1865, a chegada dos missionários redentoristas impulsionou significativamente a evangelização, com a fundação de paróquias, escolas, hospitais e outras obras sociais que contribuíram para a expansão do catolicismo no país.
Ao longo do tempo, a estrutura da Igreja foi sendo consolidada. A circunscrição eclesiástica do Suriname, inicialmente criada como Prefeitura Apostólica em 1817, foi elevada a Vicariato Apostólico em 1842 e tornou-se a Diocese de Paramaribo em 1958.
Atualmente, o catolicismo é uma das principais religiões do Suriname, reunindo cerca de um quinto da população. Embora os católicos sejam minoria, a Igreja desempenha um papel importante nas áreas da educação, da saúde e da assistência social, convivendo em um ambiente de grande diversidade religiosa, ao lado de comunidades protestantes, hindus, muçulmanas e de outras tradições religiosas.
Reuniões de alto nível
O primeiro e único encontro oficial de um presidente surinamês com um papa ocorreu em 2009, quando o presidente Ronald Venetiaan visitou o papa Bento XVI no Vaticano.
Nenhum papa jamais visitou o Suriname, mas tem crescido as expectativas para uma eventual viagem, muito devido ao crescimento de discussões ambientais como o Sínodo da Amazônia e sobre questões de tolerância religiosa, afinal, o Suriname é um dos principais exemplos de convivência pacífica entre diversas religiões e é o único país – além da vizinha Guiana – que nunca recebeu um papa, apesar de possuírem comunidades católicas significativas.
Abaixo, está a lista de reuniões de alto nível entre os presidentes do Suriname e os papas em exercício.
DataLocalPresidentePapaNotasGaleria120 de novembro de 2009 Cidade do VaticanoRonald VenetiaanBento XVIO presidente Venetiaan reuniu-se com o papa Bento XVI no Palácio Apostólico e discutiram os interesses do Suriname em relação às questões sociais e ambientais e a participação da Igreja.228 de julho de 2013 Rio de Janeiro, BrasilDesi BouterseFranciscoO presidente Bouterse se encontrou brevemente com o papa Francisco após a missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude de 2013.
Referências