Jornalismo de moda é um ramo da mídia de moda, com foco na produção de textos jornalísticos e no fotojornalismo. Jornalistas de moda escrevem sobre eventos e tendências da moda, fazem críticas especializadas e desenvolvem e mantêm relações profissionais com estilistas e designers. Esses profissionais podem ser contratados em tempo integral por uma publicação ou colaborar como freelancers.
A fotografia de moda, que substituiu a ilustração de moda ao longo do século XX, é uma modalidade de fotojornalismo empregada no jornalismo de moda. A Internet também favoreceu o surgimento de diversos meios voltados ao jornalismo de moda amador, como blogues e videoblogues.
História
miniatura|Exemplo de uma prancha de moda (1844)
O jornalismo de moda desenvolveu-se durante o século XVIII, quando as bonecas de moda — bonecas criadas para exibir os trajes em voga — foram gradualmente substituídas pelas revistas de moda, especialmente a Cabinet des Modes, considerada a primeira revista de moda propriamente dita.Koning, Georgette; Verhaak, Els. New for Now: the Origin of Fashion Magazines. Tradução de Lynne Richards. Amsterdã: Rijksmuseum, 2015. Essa publicação francesa apresentava pranchas de moda ilustradas que "alimentavam o crescente interesse pela moda francesa, que se desenvolvia paralelamente ao desejo da população urbana em expansão de distinguir-se do estilo de vida estabelecido e ditado pela Corte Francesa". A revista foi seguida por publicações semelhantes em outros países, como a Journal des Luxus und der Moden (1786–1827), na Alemanha, a Giornale delle Dame e delle Mode di Francia (1786–1794), em Milão, e a Gallery of Fashion (1794–1803), no Reino Unido.
Durante o século XIX, numerosas revistas de moda passaram a ser publicadas, empregando jornalistas especializados para relatar as tendências mais recentes vindas de Paris. Entre os pioneiros na Grã-Bretanha destacaram-se Ann Margaret Lanchester, que publicou seu próprio periódico de moda, o Le Miroir de la Mode, e Mary Ann Bell, que escreveu para a La Belle Assemblée nas primeiras décadas do século XIX. miniatura|Capa de uma revista de moda do século XXI
Entre as revistas de moda mais influentes do século XX destacam-se a Elle e a Vogue.
Jornalismo de moda digital
À medida que a sociedade se torna cada vez mais dependente da Internet, a indústria jornalística também passa por profundas transformações. Como a impressão é mais cara e menos prática, muitas publicações, como a revista Nylon, optaram por concentrar seus esforços na publicação digital. O jornalismo digital oferece ao autor espaço praticamente ilimitado — em vez de restringir o texto ao formato de uma revista ou jornal impresso —, além de permitir a inserção de ligações para recursos externos e um número maior de imagens. Outra vantagem significativa é a possibilidade de atualização e correção de informações em tempo real.
Grandes revistas de moda, como a Vogue, a Elle, a Marie Claire, a Cosmopolitan e a Paper, adaptaram seus modelos de negócios em razão da era digital, passando a manter versões on-line além das edições impressas. As mídias sociais também contribuíram para a expansão dessas plataformas digitais, tornando-as muito mais interativas do que no passado.
Jornalismo de moda amador
A Internet favoreceu o surgimento de diversos canais voltados ao jornalismo de moda amador, como blogues e videoblogues. Formação
O jornalismo é um curso de graduação na área de artes liberais oferecido por diversas universidades. A especialização em jornalismo de moda, por sua vez, é disponibilizada por um número mais restrito de instituições voltadas ao ensino de moda. Em geral, um jornalista de moda deve possuir, no mínimo, um diploma de bacharel em áreas como jornalismo, comunicação, moda ou outros campos correlatos. Além da formação acadêmica, um portfólio consistente e experiência na cobertura de assuntos relacionados à moda são fatores essenciais para a contratação de um jornalista de moda após a conclusão da graduação. Jornalistas de moda notáveis
Vanessa Friedman é diretora de moda e crítica de moda-chefe do The New York Times. Antes de integrar a equipe do jornal, foi a primeira editora de moda do Financial Times, acumulando essa função com a edição das páginas da seção Luxury360. Anteriormente, atuou como editora de reportagens da InStyle UK. Em 2012, recebeu o Front Page Award por sua produção em jornalismo de moda e, em 2013, foi agraciada com o prêmio Fashion Monitor Journalist of the Year.
Robin Givhan foi a primeira — e, até 2006, a única — jornalista de moda a receber o Prêmio Pulitzer de Crítica. Ela ganhou notoriedade após criticar o então vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, por comparecer com vestimenta casual (um gorro de esqui e um casaco parka) à cerimônia que marcou o 60.º aniversário da libertação de Auschwitz. Nesse texto, Givhan destacou a importância da maneira como líderes políticos escolhem apresentar sua imagem pública.
Cathy Horyn é crítica geral (critic-at-large) da seção The Cut, da New York Magazine, desde 2015, após ter atuado durante 15 anos como principal crítica de moda do The New York Times. Também trabalhou no The Washington Post e na revista Vanity Fair. Em 2001, recebeu o Eugenia Sheppard Award por sua atuação como jornalista de moda, concedido pelo Council of Fashion Designers of America.
Sarah Mower, MBE, é crítica-chefe e colunista da edição norte-americana da Vogue. Desde 2009, também atua como embaixadora para talentos emergentes do British Fashion Council, promovendo novos estilistas. Em 2011, foi nomeada Membro da Ordem do Império Britânico em reconhecimento por suas contribuições à moda.
Suzy Menkes, OBE, é uma veterana do jornalismo de moda. Seu cargo mais recente foi o de editora da Vogue International, função que deixou em outubro de 2020. Anteriormente, atuou durante 25 anos como crítica de moda da International Herald Tribune, atual edição internacional do The New York Times, deixando o jornal em 2014 para ingressar na Condé Nast International. Atualmente, apresenta o podcast Creative Conversations With Suzy Menkes e colabora com a Air Mail, publicação semanal digital criada por Graydon Carter. Ver também
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Referências
Leitura adicional
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