Lúcio Mário Fabiano (Governador Valadares, Minas Gerais), também conhecido como o "Maníaco do Cohatrac" e o "Monstro do Cohatrac", foi um assassino em série brasileiro que assassinou cinco mulheres no bairro Cohatrac II, em São Luís, capital do Maranhão, no final dos anos 1980.

Ele foi condenado a penas que somavam mais de 50 anos de prisão e morreu assassinado na prisão em 2003.

Crimes Atuou na região do bairro Cohatrac II, onde morava, atraindo jovens mulheres (que ele descreveu para a polícia como suas namoradas) até sua casa, onde as mantinha como reféns e estuprava antes de assassiná-las através de estrangulamento, desmembrar seus corpos e enterrar os cadáveres no quintal dos fundos da casa. A maioria de seus crimes ocorreu em São Luís, mas há possíveis registros também em Minas Gerais.

"A polícia desta vez não teve dificuldades para chegar ao autor do estrangulamento da estudante Cordélia Maria Rodrigues de Sousa, de 19 anos. Ela saiu no sábado (17), às 22h, de sua casa, na Quadra 9 do Conjunto Habitacional Cohatrac II, para uma festa de aniversário, em companhia da prima Maricenira, e não retornou. Após a festa de aniversário, as duas resolveram dar uma passada em outra festa, na Associação de Moradores do bairro, onde Cordélia brigou com o namorado, João Fernando da Silva Gomes. Em seguida, ela foi para a casa do restaurador de móveis Lúcio Mário Fabiano, de 24 anos, natural de Governador Valadares (MG), com quem mantinha um relacionamento amoroso. No domingo, a família começou a procurá-la juntamente com policiais do 6º Distrito Policial. O namorado foi preso, mas afirmou não saber para onde Cordélia teria ido após o desentendimento ocorrido na noite anterior. Entretanto, o irmão da jovem, que investigava por conta própria, encontrou um pé de sua sandália em frente à casa de Lúcio Fabiano, que morava sozinho, na Rua 1, Quadra 39, nº 15, Cohatrac II. Com essa pista, a polícia invadiu a residência e encontrou o quintal com a terra remexida. Não foi difícil localizar o corpo de Cordélia enterrado, apresentando diversas marcas de violência sexual, sinais de espancamento, cortes na vagina e indícios de estrangulamento", reportou o Diário da Manhã, de Goiânia, em 23 de junho de 1989 (página 12).

Prisão e pena Foi preso após o corpo de Cordélia ser encontrado. Pelos homicídios e ocultação de cadáveres, Lúcio Mário foi julgado e recebeu duas sentenças consecutivas que totalizavam mais de 50 anos de prisão (especificamente uma de 25 e outra de 26 anos).

Tentativa de fuga Cumpria suas penas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, quando em 2003 ganhou notoriedade na imprensa nacional após agentes frustrarem uma tentativa de fuga em massa. O plano consistia na escavação de um túnel de mais de 20 metros de extensão que começava exatamente dentro do banheiro da cela ocupada pelo criminoso. "Esperto, Lúcio Mário havia pedido à administração do presídio para ministrar aulas de artesanato aos detentos do anexo da Casa de Detenção, durante o dia. Quando saía de sua cela, ele deixava os presos encarregados da escavação e, quando retornava, os escavadores iam embora", explicou o portal Imirante.

Morte Foi mortoem 14 de março de 2003 pelo indígena Leomar da Penha Guajajara enquanto cumpria pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Referências

Categoria:Assassinos em série do Brasil Categoria:Criminosos do Brasil Categoria:São Luís (Maranhão)