A Operação Southern Focus compreendeu o período dos meses que antecederam a invasão do Iraque em 2003 (chamada de "Operation Iraqi Freedom" nos Estados Unidos) em que as respostas militares às violações das zonas de exclusão aérea no sul do Iraque foram intensificadas, com bombardeios mais frequentes de instalações de artilharia antiaérea e outros complexos militares. Também marcou um período de maior coleta de informações de inteligência. A operação durou de junho de 2002 até o início da invasão em março de 2003. Seu objetivo era servir como um período de "preparação" antes da invasão, degradando as capacidades de defesa aérea e comunicação do Iraque. O tenente-general T. Michael Moseley revelou a existência da operação em meados de 2003.Michael R. Gordon (21 de julho de 2003). How U.S. softened Iraq's defenses. New York Times via International Herald Tribune, 4 de Maio de 2004.

Operação A operação não foi declarada publicamente na época, sendo apenas considerada uma intensificação da já existente Operação Southern Watch. Quando começou, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e o CENTCOM afirmaram que o aumento no número de bombardeios a instalações iraquianas na região era meramente uma resposta a mais ataques das forças de defesa aérea daquele país. As zonas de exclusão aérea iraquianas vinham sendo patrulhadas continuamente desde o fim da Guerra do Golfo de 1991, e bombardeios por aeronaves de combate estadunidenses e da coalizão ocorriam regularmente. No entanto, a Southern Focus registrou muito mais engajamentos. As forças da coalizão responderam a 651 ataques lançando 606 bombas sobre 391 alvos ao longo da operação.Michael Smith, New Statesman, 30 de Maio de 2005, "The war before the war"

Uso de bombas A quantidade de bombas lançadas aumentou de zero em março de 2002 e 0,3 toneladas em abril de 2002 para entre 7 e 14 toneladas por mês entre maio e agosto, atingindo um pico pré-guerra de 54,6 toneladas em setembro — antes de o Congresso autorizar a invasão, em 11 de outubro. Os ataques de setembro incluíram um ataque aéreo com 100 aeronaves em 5 de setembro contra o principal centro de defesa aérea no oeste do Iraque. Segundo o New Statesman, este centro estava "localizado no extremo sul da zona de exclusão aérea, longe das áreas que precisavam ser patrulhadas para impedir ataques contra os xiitas, e foi destruído não por representar uma ameaça às patrulhas, mas para permitir que as forças especiais aliadas, operando a partir da Jordânia, entrassem no Iraque sem serem detectadas."

Sucesso O único sucesso do Iraque ocorreu em 23 de dezembro de 2002, quando um veículo aéreo não tripulado RQ-1 Predator da USAF foi armado experimentalmente com mísseis AIM-92 Stinger e enviado para patrulhar a zona de exclusão aérea, numa tentativa de atrair caças iraquianos para o combate. Ele foi avistado por dois MiG-23 iraquianos e atacado, porém ambas as aeronaves não conseguiram fixar o alvo. Um MiG-25 do 1.º Esquadrão de Caça-Interceptação foi então enviado para auxiliar. Ambas as aeronaves dispararam mísseis uma contra a outra, porém, o jato iraquiano estava fora do alcance do Stinger, por isso o míssil estadunidense não atingiu o alvo. O míssil iraquiano atingiu o Predator, destruindo-o. Esta foi a primeira vez que uma aeronave não tripulada foi utilizada em combate ar-ar.

O primeiro uso em combate do novo caça-bombardeiro F/A-18E Super Hornet da Marinha dos Estados Unidos ocorreu em novembro de 2002, durante a Operação Southern Focus, quando aeronaves do Esquadrão de Caça de Ataque 115 (VFA-115), operando a partir do porta-aviões , atacaram instalações de mísseis terra-ar e alvos de comando e controle nas proximidades de Al Kut.John Pike (26 de março de 2004). Operation Southern Focus. GlobalSecurity.org.

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