María de Quinõnes (m. 1669) foi uma importante impressora espanhola do século XVII. Herdeira de Pedro Madrigal, casou-se com Pedro Madrigal (filho) e depois com Juan de la Cuesta, impressor de Don Quixote, que a abandonou após deixar Madri e ir para Índia.
Vida Pessoal María de Quiñones é ligada sentimentalmente e profissionalmente ao impressor espanhol Pedro Madrigal (pai), que, segundo a historiografia, tinha uma das melhores oficinas de impressão de Madri. Era sobrinha de María Rodíguez Ribalde, esposa de Pedro Madrigal (pai), e casou-se com o Pedro Madrigal (filho). As informações acerca de Pedro Madrigal (filho) são escassas e pouco sabe-se sobre ele; hipóteses afirmam que ele pode ter sido sobrinho de Pedro Madrigal (pai), que o criou como filho. Não sabe-se o fim de Pedro Madrigal (filho). María Quinõnes casou-se uma segunda vez com Juan de la Cuesta em 26 de Junho de 1602 e tiveram um filho chamado Juan em 18 de Julho de 1606, mas que provavelmente morreu cedo, já que em 28 de Fevereiro de 1608 nasceu outro nomeado pelo mesmo nome. Tudo indica que Quiñones tenha sido deixada grávida desse segundo filho, já que em 2007 Juan de la Cuesta fora para Servilla e depois para Índia, procurar negócio mais rentável.
A exatidão da origem de María de Quiñones também é incerta. As hipóteses variam: ela poderia ser filha de Francisco Quiñones, testemunha de seu casamento; ela poderia ser filha do proprío Pedro Madrigal (pai), tendo em vista que Juan de la Cuesta já a associou a Madrigal enquanto filha ou talvez ela fosse sobrinha de María Rodríguez Ribalde, e por isso Ribalde e Madrigal (pai) teriam casados os sobrinhos.
Vida Profissional miniaturadaimagem|Página de rosto do livro "El saber por no saber, y vida de S. Julián de Alcalá de Henares", peça de Lope de Vega publicada em Madri em 1638 por María de Quiñones. Após a morte de María Rodríguez Ribalde, María de Quiñones assumiu a oficina de Pedro Madrigal (pai), assinando, predominantemente, o seu nome em seus impressos. Quiñones foi responsável por publicar inúmeras obras do Século de Ouro espanhol e esteve ativa entre 1633 e 1666.
Quiñones e o livreiro Pedro Coelho firmaram uma parceria de vendas, iniciada em 1635. Os conflitos da Espanha com os Países Baixos agravavam-se e iniciavam-se novos com a França e Flanders, Quiñones e Coelho aproveitaram o contexto da época e juntos publicaram inúmeros livros e impressos avulsos sobre guerras, que venderam por toda península ibérica. Além disso, entre 1625 e 1634, ocorreu a volta das licenças para a publicação de comédias, momento em que ambos publicaram grandes títulos do gênero.
Quiñones, assim como María Rodríguez Ribalde, certamente era analfabeta e não imprimia ela mesma as obras, deixando essa tarefa para seus empregados, no entanto, é evidente que usou dos conhecimentos herdados de Pedro Madrigal (pai) para gerir a oficina. A oficina de Quiñones ficava na rua Atocha, Madri, ao lado do Hospital dos Desamparados.
Referências
Categoria:Mulheres Categoria:História Categoria:Tipografia Categoria:Século de Ouro Espanhol