Andréa Silva do Espírito Santo, artisticamente conhecida como Andréa Bak, é uma artista brasileira multifacetada. Atriz de audiovisual com passagens por telenovelas e séries de grande alcance, Andréa é também escritora com obras publicadas, cantora de músicas autorais, poeta integrante do coletivo Slam das Minas RJ e rapper. No campo acadêmico e técnico, é bacharel em Artes Cênicas e técnica em Química, além de dedicar sua trajetória à atuação como ativista social. Nascida em 07 de outubro de 2000, Andréa é radicada na Praça Onze, tendo sua origem no bairro do Colégio, no Rio de Janeiro.
Formação e Início da Carreira Graduada em artes cênicas pela tradicional Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), Andréa iniciou sua vida artística como poeta e musicista, explorando a palavra em diversas plataformas. Iniciada nas artes desde os 9 anos de idade, Andréa Bak encontrou nos projetos sociais seu primeiro espaço de formação artística. Durante a infância e a pré-adolescência, integrou a Orquestra Maestro José Siqueira, sob regência da maestra Noemi Uzeda, onde desenvolveu sua relação com a música por meio do violino. Em paralelo, iniciou sua trajetória no teatro em 2010, no Sambódromo, experiência que marcou o início de um percurso contínuo e permanente nas artes. Em 2019, buscou aprofundamento na formação em Prática de Montagem n’O Tablado, momento em que sua consolidada criatividade poética encontrou novos caminhos em seu talento dramático, resultando em um ascendente crescimento profissional. Paralelamente, cursou a formação para Atores na Casa de Cultura Laura Alvim. Sua trajetória em cursos livres para o audiovisual contou com grandes nome como Walter Rippel, José Eduardo Belmonte e no teatro contou com a orientação de grandes nomes da dramaturgia nacional, como Daniel Herz e, posteriormente, Pedro Kozovski e Marco André, com quem lançou o curta-metragem “Chega de Saudade” (2021), obra na qual viveu a icônica Sylvia Telles.
Audiovisual e Cinema A trajetória de Andréa Bak no audiovisual ganhou destaque nacional com a personagem Cacá na série musical “Vicky e a Musa” (2023), lançada pela Globoplay, e com a personagem Esperança na telenovela “No Rancho Fundo” (2024), produzida e distribuída pela TV Globo. Tais trabalhos consolidaram sua presença na televisão enquanto concluía seu bacharelado em Artes Cênicas no ano de 2025.
No cinema, Andréa estrelou o curta-metragem “Ficção Suburbana”, roteirizado e dirigido por Rossandra Leone. No filme, ela protagoniza a história de amor entre Marcela e Camila dentro da vivência do subúrbio carioca, obra que alcançou projeção em mais de 20 festivais nacionais e internacionais. Ainda em 2021, esteve presente em salas de cinema ao redor do mundo através do documentário “Corpolítica”, dirigido por Pedro Henrique França, que investiga candidaturas LGBTQIA+ no Brasil. No campo cinematográfico, atuou ainda no suspense “Obsolescência Programada”, dirigido por Saiê Saavedra e produzido pela Firula Filmes, além de estrelar campanhas publicitárias de grande porte para marcas como “Kitkat” e “O Boticário”.
Teatro No teatro, Andréa Bak deu vida a diversas personagens, com especial destaque para sua interpretação de Anielle Franco na Ópera-Funk “Marielle Presente”, produzida pela Confraria do Impossível. O espetáculo, que narra a trajetória da ativista, ganhou em 2024 uma montagem especial no formato Sarau Show no Teatro Dulcina, sob o título “Tributo Marielle Presente”.
Em 2025, expandiu sua atuação para os bastidores como assistente de direção e colaboradora de dramaturgia no musical “Vozes Negras”, de Gustavo Gasparani, projeto que resgata a história de mulheres negras fundamentais para a Música Popular Brasileira. Recentemente, em 2026, esteve em cartaz com o espetáculo “A casa dos cem anos”, dirigido por Renato Rocha e produzido pela Espaço Ato, além de integrar o elenco de “Hamlet”, montagem da Cia Teatro Esplendor.
Poesia, Rap e Música A vertente musical de Andréa Bak teve um marco inicial em 2018 com o projeto de Rap Neferatis Vandal, realizado em parceria com Yabo e Ludik-4. Como cantora e compositora, gravou a obra “Dororidade”, escrita, interpretada e gravada por Andréa Bak, a convite da Rede Nami, baseada no conceito de Vilma Piedade. Entre suas colaborações musicais estão a"Manicômio Cypher, parte 3" e as faixas “Deus é Mulher” e “Mesmo Antes de Morrer + Crime Injustiça”, gravadas com a cantora Daíra Sabóia.
No universo da palavra falada, Andréa compõe o corpo diretivo do Slam das Minas RJ, onde se notabilizou como uma voz potente em temas de justiça social e ancestralidade. Como escritora, sua obra está presente nas antologias “Favela em mim” (Editora Oríkì) e “Tabuleiro de Ficções” (Editora Numa), além de diversas poesias publicadas em formato zine, que são livretos feitos de maneira independente, ainda não publicadas e textos para dramaturgia teatral.
Ativismo, Política e Educação Andréa Bak possui uma trajetória marcada pela participação na vida cívica. Na adolescência, liderou o grêmio estudantil do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), onde concluiu o curso técnico em Química. Foi militante da Associação de Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro (AERJ) e embaixatriz da “Malala Fund”, organização ligada à ativista Malala Yousafzai.
Em 2020, disputou as eleições para a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro pelo PSOL, defendendo pautas de cultura e educação e obtendo 3.360 votos. P-osteriormente, foi nomeada secretária parlamentar do vereador Chico Alencar, atuando na consultoria de proposições culturais. Sua prática política é indissociável de sua atuação como educadora popular, trabalho que desenvolve no território fluminense desde 2016, incluindo a coor-denação do curso “Política: Teoria e Prática” pelo Instituto Geração Democrática em parceria com a PUC-Rio.
Sua destacada atuação em atividades culturais no Rio de Janeiro se traduz pela sua presença em iniciativas que evidenciam o fazer artístico autônomo, como em festivais e eventos ligados à cultura periférica, negra e popular. Sua trajetória é marcada por espaços de microfone aberto, rodas de rima, e manifestações culturais de afirmação da identidade afro-brasileira.
Referências
Categoria:Artistas do Brasil