Cláudia Ascensão Nunes (Lisboa, 19 de outubro de 1992), conhecida digitalmente como Cláudia Shandi, é uma escritora, comentadora política e ativista libertária portuguesa. É uma presença ativa no debate do liberalismo e do libertarianismo em Portugal, com impacto e alcance na rede social X (antigo Twitter).

Percurso e Ativismo Político Cláudia Nunes destaca-se como uma das principais dinamizadoras do movimento libertário e liberal em Portugal. O seu trabalho foca-se na defesa da liberdade individual, da desregulação económica e na crítica ao intervencionismo estatal e às políticas centralizadoras da União Europeia.

LOLA Portugal: Atuou como Presidente e coordenadora local da Ladies of Liberty Alliance (LOLA) em Portugal, uma organização internacional dedicada a capacitar e dar voz a mulheres dentro do ecossistema de mercado livre, tema que aprofundou em entrevistas sobre a expansão europeia do movimento.

Young Voices & FEE: Colabora ativamente como escritora e criadora de conteúdo para a Foundation for Economic Education (FEE) e a rede internacional Young Voices, publicando ensaios e artigos de opinião.

Presença na Imprensa: É colunista frequente em publicações nacionais, escrevendo artigos de opinião em jornais como o Observador, e mantém contributos para think tanks de prestígio como o American Institute for Economic Research (AIER) e o Mises Institute.

Impacto Digital Sob o pseudónimo Cláudia Shandi, consolidou uma comunidade digital robusta no X (Twitter), superando a marca dos 20 mil seguidores. É frequentemente citada e reconhecida pela sua abordagem direta no debate público cultural e político português.

Passagem pela Iniciativa Liberal e Desfiliação

Cláudia Nunes teve uma participação ativa na estruturação interna da Iniciativa Liberal, partido que acabou por abandonar devido a divergências ideológicas e estratégicas.

Funções e Atuação: Integrou a coordenação de comunicação do Núcleo Territorial da IL em Sintra. Destacou-se pelas suas posições alinhadas ao liberalismo clássico e ao libertarianismo. Convenção de 2023: Durante a VII Convenção Nacional da IL em janeiro de 2023, apoiou ativamente a candidatura de Carla Castro à presidência e integrou a lista ao Conselho Nacional encabeçada por Nuno Simões de Melo. A Saída do Partido: Em janeiro de 2023, imediatamente após a eleição de Rui Rocha, anunciou publicamente a sua desfiliação da Iniciativa Liberal, motivando eco na imprensa económica nacional. À data, criticou o rumo do partido, apontando o crescimento de dinâmicas internas que descreveu como "caciquismo" e "nepotismo". Crítica Posterior: Mais tarde, em sede de comentário político (como na sua entrevista ao podcast "Cortes do Zuga"), lamentou a rapidez com que a IL se teria afastado dos seus princípios originais e criticou o alinhamento do partido com agendas progressistas.

Declarações em Entrevistas sobre a IL Em várias intervenções públicas e entrevistas em formato de podcast após a sua saída, Cláudia Shandi detalhou os bastidores e os motivos ideológicos que ditaram o seu afastamento da Iniciativa Liberal.

Afastamento dos Princípios Liberais: Afirmou que o partido sofreu um desvio ideológico acelerado, deixando de focar a sua matriz no liberalismo clássico e na descentralização para se focar numa agenda puramente eleitoralista. Crítica à Estrutura e "Sede de Poder": Denunciou o aparecimento de lógicas de aparelho e de fações internas semelhantes às dos partidos tradicionais. Em entrevistas, sublinhou que a rápida ascensão institucional da IL atraiu pessoas movidas pelo poder e por cargos, sufocando o debate de ideias livre e o ativismo de base. Deriva Progressista e "Woke": Criticou abertamente a liderança por tentar agradar à comunicação social através do alinhamento com pautas de correção política e progressismo social moderno. Segundo a ativista, o partido preferiu focar-se em "sinalização de virtude" (virtue signaling) em vez de manter o combate firme pela desregulação económica e pelas liberdades individuais fundamentais. Apoio a Propostas Alternativas: Justificou a sua integração nas listas alternativas da Convenção de 2023 como um esforço final para resgatar a pluralidade interna e a ala liberal clássica do partido, explicando que a vitória da linha de continuidade tornou a sua permanência insustentável.

Atividade Profissional e Análise de Políticas Públicas Para além do seu envolvimento no ativismo político e digital, Cláudia Nunes desenvolve a sua carreira profissional no setor tecnológico e foca os seus ensaios na análise técnica de regulação governamental:

Carreira Técnica: Atua profissionalmente nas áreas de comunicação, análise de dados e como designer de experiência de utilizador (UX Designer). Foco Analítico: Como analista de políticas públicas ligada a think tanks internacionais, escreve ensaios focados em inovação tecnológica, reformas regulatórias na União Europeia, competitividade transatlântica e os limites civis das leis de verificação de identidade em ambientes digitais.

Ligações externas Perfil de Cláudia Shandi no X (Twitter) Artigos na Foundation for Economic Education (FEE) Artigos no Mises Institute

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