William Somervell Mann (14 de fevereiro de 1924 – 5 de setembro de 1989) foi um crítico musical inglês.

Nascido na Índia, foi educado no Winchester e na Universidade de Cambridge, onde estudou música com vários compositores de destaque antes de iniciar a carreira como crítico musical.

Durante a maior parte de sua carreira, integrou a equipe do The Times, em Londres, onde suas opiniões progressistas contrastavam com a linha editorial tradicional do jornal. Publicou numerosos livros e artigos em periódicos especializados em música.

Após deixar o The Times, foi diretor do Festival de Bath durante um ano. Vida e carreira

Mann nasceu emChenai, na Índia, filho de Gerald e Joyce Mann. Estudou na Dragon School e no Winchester College, após o que frequentou aulas em Londres, estudando piano com Ilona Kabos e composição com Mátyás Seiber. Entre 1946 e 1948, estudou no Magdalene College, Cambridge, onde teve como professores os compositores Patrick Hadley e Robin Orr, além do organista Hubert Middleton.

Ao deixar Cambridge, em 1948, Mann ingressou no The Times, em Londres. No mesmo ano, casou-se com Erika Charlotte Emilie Sohler, com quem teve quatro filhas. Permaneceu no The Times durante 34 anos, primeiro como crítico musical assistente (1948–1960) e, posteriormente, como crítico musical principal (1960–1982). Embora o jornal fosse geralmente conservador e tradicional nas décadas do pós-guerra, Mann era, nas palavras de um colega, "marcadamente progressista, até mesmo iconoclasta, em sua visão".

Em 1958, Mann escreveu o libreto de Let's Fake an Opera, de Franz Reizenstein, produzido para o Hoffnung Music Festival de 1958. A obra consistia em "trechos ridiculamente justapostos de mais de quarenta óperas, que encantaram tanto Reizenstein quanto o público".

Mann foi um dos primeiros críticos musicais a reconhecer valor artístico significativo no rock. Tornou-se particularmente conhecido por afirmar que os Beatles eram "os maiores compositores de canções desde Schubert". De forma incomum para um crítico de música erudita, participou como integrante do painel do programa televisivo de música popular Juke Box Jury. Como radialista, contudo, era mais conhecido por suas participações regulares no BBC Third Programme (posteriormente BBC Radio 3). Durante muitos anos, também publicou críticas na revista Gramophone.

Em 1985, Mann sucedeu William Glock como diretor do Festival de Bath.

Mann morreu em Bath, aos 65 anos de idade. Publicações

Hermann Scherchen: The Nature of Music (tradução de Mann de Vom Wesen der Musik), 1950 Introduction to the Music of J. S. Bach, 1950 Benjamin Britten (colaborador em obra coletiva), 1952 The Concerto (colaborador), 1952 The Record Guide (colaborador), 1955 Chamber Music, 1957 The Analytical Concert Guide (editor), 1957 Music and Western Man (colaborador), 1958 Let's Fake an Opera (com Franz Reizenstein), 1958 Richard Strauss: A Critical Study of the Operas, 1964 Wagner's The Ring: Introduction and Translation, 1964 Michael Tippett (colaborador), 1965 Wagner's Tristan: Introduction and Translation, 1968 The Operas of Mozart, 1977 Opera on Record (colaborador), vol. 1 (1979), vol. 2 (1983), vol. 3 (1984) Music in Time, 1982 The Book of the Violin (colaborador), 1984

Artigos

"Feuersnot: a more positive view of Strauss", The Listener, 10 de setembro de 1964, p.406.

Notas

Categoria:Nascidos em 1924 Categoria:Mortos em 1989 Categoria:Alunos da Universidade de Cambridge Categoria:Música antiga Categoria:Críticos musicais