miniaturadaimagem|242x242px|Atual sede do Lyceu Paraibano, no centro de João Pessoa, inaugurada em 1937 por Argemiro de Figueiredo, interventor federal da Paraíba. Cícero Brasiliense de Moura lecionou nesta instituição de 1890 a 1927. Cícero Brasiliense de Moura (Parahyba do Norte, 1863 – 28 de julho de 1927) foi um professor, advogado, jornalista e agente público brasileiro. Exerceu os cargos de chefe de polícia e juiz de direito na virada do século XIX para o século XX, na então Província da Paraíba durante a transição do Império para a República. Destacou-se no magistério, na imprensa e na administração pública. Biografia Cícero Brasiliense de Moura nasceu na Província da Parahyba do Norte, em 1863. Descrito em um livro sobre paraibanos notáveis como “mestiço de sangue”, ascendeu a posições de influência na sociedade brasileira, tais como advogado, professor e juiz de direito. Cícero obteve reconhecimento no contexto pós-abolição da escravatura, período em que limitações à inserção da população negra na sociedade persistiam, apesar do término da escravidão e da transição do regime político. Formou-se como bacharel em Direito.
Carreira Mesmo que tenha sua formação em Direito, Moura desenvolveu uma trajetória diversificada, tendo atuado em várias áreas. No campo educacional, foi professor do Liceu Paraibano entre 1890 e 1927, espaço prestigiado pela tradição de formação da elite intelectual da sociedade paraibana.BARROS, Surya Aaronovich Pombo de. Universo letrado, educação e população negra na Parahyba do Norte (Século XIX). 2017. 306 p. Tese (Doutorado - Programa de Pós-Graduação em Educação. Área de Concentração: História da Educação e Historiografia) - Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Também ministrou aulas de Francês, Português e de História Geral na Escola Normal Oficial do Estado. Sua atuação nessas instituições contribuiu para a formação de professores, funcionários públicos e profissionais que integraram os quadros administrativos e intelectuais da Paraíba nas primeiras décadas do século XX.
Paralelamente, foi um dos principais redatores dos jornais A Gazeta da Parahyba e A Imprensa no final do século XIX, nos quais desempenhou papel ativo na circulação de ideias e no debate público local, consolidando renome como jornalista. Utilizando do pseudônimo Warton, Brasiliense de Moura escreveu em 1889 e 1890 sobre a condição da educação da população negra em A Gazeta da Parahyba. Em compensação, participou publicamente em A Imprensa (assinando com seu próprio nome), jornal de cunho católico do episcopado paraibano, sendo ele um dos poucos escritores leigos do periódico de 1887 a 1893.
No campo do Direito, trabalhou como advogado e também ocupou cargos jurídicos, incluído o de procurador fiscal dos feitos da Fazenda Estadual, entre 1901 e 1905. Como reflexo de sua forte inserção na elite intelectual e letrada da província, Moura também figurou como um dos sócios fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, cujos estatutos foram assinados em 1905.
Por fim, Brasiliense de Moura desempenhou a função de presidente do Conselho de Intendência da Capital, participando também como presidente da Comissão Seccional de Alistamento Eleitoral. Ele faleceu em 28 de julho de 1927.
Ver também
Lyceu Paraibano Enciclopédia Negra Faculdade de Direito do Recife da Universidade Federal de Pernambuco
Pós-abolição no Brasil História da Paraíba
Referências
Ligações externas
Instituto Histórico e Geográfico Paraibano Tese da Prof Dr Surya A. Pombo de Barros Dissertação de Mestrado Maday de Souza Morais
Categoria:Nascidos em 1863 Categoria:Paraíba