250px|miniatura|direita|Fibras naturais filipinas

Culturas fibrosas são culturas agrícolas cultivadas por suas fibras, tradicionalmente utilizadas para a produção de papel, tecido ou corda.As culturas fibrosas caracterizam-se por apresentar elevada concentração de celulose, substância responsável por sua resistência. As fibras podem ser modificadas quimicamente, como ocorre na viscose (utilizada na fabricação de raiom e celofane). Nos últimos anos, cientistas da área de ciência dos materiais passaram a explorar novas aplicações dessas fibras em materiais compósitos. Como a celulose é o principal fator responsável pela resistência das fibras vegetais, os pesquisadores buscam manipular essa característica para criar diferentes tipos de fibras.

As culturas fibrosas geralmente podem ser colhidas após uma única estação de crescimento, diferentemente das árvores, que normalmente são cultivadas durante muitos anos antes de serem exploradas para materiais como fibras de Polpa de celulose ou árvore da espécie Lagetta lagetto. Em determinadas circunstâncias, as culturas fibrosas podem ser superiores às fibras derivadas da madeira em termos de desempenho técnico, impacto ambiental ou custo.

Existem diversos desafios relacionados ao uso de culturas fibrosas para a produção de polpa celulósica. Um desses desafios é a disponibilidade sazonal. Enquanto as árvores podem ser colhidas continuamente, muitas culturas agrícolas são colhidas apenas uma vez por ano e precisam ser armazenadas de forma a evitar sua deterioração durante vários meses. Considerando que muitas fábricas de celulose necessitam de vários milhares de toneladas de matéria-prima fibrosa por dia, o armazenamento dessa matéria-prima pode constituir um problema significativo.

Do ponto de vista botânico, as fibras obtidas de muitas dessas plantas são fibras liberianas; essas fibras provêm do tecido do floema da planta. As demais fibras produzidas por culturas fibrosas são fibras duras ou foliares (originadas dos feixes vasculares da planta) e fibras superficiais (originadas dos tecidos epidérmicos vegetais).

Fontes de fibras

Para que uma fibra possa ser utilizada na produção industrial, ela deve primeiro ser extraída da planta. Esse processo varia de acordo com a classificação da fibra.As fibras liberianas são obtidas por meio da maceração, processo no qual microrganismos são utilizados para remover os tecidos macios da planta, permanecendo apenas o material fibroso aproveitável.As fibras duras são obtidas principalmente por descorticação, processo em que os tecidos não fibrosos são removidos manualmente ou por máquinas.Por fim, as fibras superficiais são obtidas por descaroçamento, processo mecânico que separa as fibras do restante do material vegetal. Papel

Antes da industrialização da produção de papel, a fonte de fibra mais comum era constituída por fibras recicladas provenientes de tecidos usados, conhecidas como trapos. Esses trapos eram feitos de rami, cânhamo, linho e algodão. Um processo para remover tintas de impressão do papel reciclado foi inventado pelo jurista alemão Justus Claproth em 1774. Atualmente, esse método é conhecido como destintagem. Somente com a introdução da polpa de celulose em 1843 a produção de papel deixou de depender de materiais reciclados recolhidos por catadores de trapos.

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