A gestão do design consiste na aplicação de estratégias, métodos e ferramentas voltadas à organização e ao desenvolvimento de projetos de design dentro de empresas e organizações. Seu objetivo é integrar criatividade, inovação e planejamento estratégico, promovendo melhorias em produtos, serviços, comunicação visual e experiência do usuário. Além disso, a gestão do design auxilia no fortalecimento da identidade das marcas, na otimização de processos e na coordenação de recursos humanos, financeiros e tecnológicos.
Ao longo do tempo, a gestão do design deixou de atuar apenas no gerenciamento de projetos gráficos e passou a ocupar também funções estratégicas nas organizações. Atualmente, frameworks e metodologias como Design Thinking, Lean UX, Scrum, Kanban, PMBOK e Design Systems são utilizados para organizar fluxos de trabalho, melhorar a colaboração entre equipes e acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras.
A gestão do design pode ser aplicada em diferentes áreas, como design de produto, design gráfico, design digital, branding, design de serviços e sustentabilidade. Nesse contexto, estruturas como o Design Management Office (DMO) contribuem para alinhar o design aos objetivos organizacionais, permitindo que empresas utilizem o design como ferramenta de inovação, competitividade e posicionamento estratégico.
Definição gestão do design se baseia em estratégias na introdução de inovações em uma empresa e/ou organização, coordenando projetos de forma eficaz, mantendo e promovendo sua imagem para o público.
É por meio da gestão do design que uma organização molda seu perfil, seja no seu produto ou serviço. Gerenciar recursos, tempo e projetos da empresa, além de avaliar os métodos, ferramentas e técnicas aplicadas para desenvolver um projeto.
No que diz respeito às ferramentas, a gestão se apoia no uso e na administração de diferentes tipos de recursos, como os humanos, financeiros, tecnológicos e naturais. Esses recursos funcionam como instrumentos que permitem executar, na prática, as decisões e estratégias definidas nos métodos de gestão. Além disso, com a evolução da área, surgiram diferentes campos especializados, como a gestão de marketing, operações e estratégia, cada um com seus próprios conjuntos de ferramentas e práticas.
Antigamente a gestão de design era mais ligada apenas ao gerenciamento de projetos de design. Com o tempo, passou a envolver também áreas funcionais e estratégicas das organizações. Hoje, vem ganhando destaque a integração do pensamento de design à gestão estratégica, com foco em soluções mais humanas, trabalho colaborativo e processos mais flexíveis.
O design passou a ser visto como algo importante para fortalecer as marcas, diferenciar produtos e melhorar a qualidade. Por isso, muitas organizações usam a gestão de design para alinhar melhor o design com suas estratégias e objetivos.
Ferramentas e metodologias de projetos Algumas ferramentas que são utilizadas na gestão de projetos e design, como o Prince 2 que é uma metodologia que estrutura o gerenciamento dos projetos, onde é adaptável a diferentes tipos e tamanhos de organizações, se destacando por ser prático, consistente e de fácil aprendizado.
Outro a ser citado é o PMBOK, que é considerado a principal referência em gestão de projetos, trazendo diretrizes aplicáveis a qualquer tipo de negócio. Ele define o gerenciamento de projetos como a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas para atingir os objetivos do projeto.
E também o Design Thinking que tem uma abordagem inspirada na forma de agir e pensar dos designers voltada para inovação e solução criativa de problemas.
Perfis comportamentais das empresas Uma empresa pró-ativa é caracterizada por ser uma corporação com intenção de mudanças constantes, porém, os conhecimentos que são necessários para ocorrer tais transições são poucas ou nulos. Assim, percebe-se que ainda existe dificuldade em adquirir, organizar e aplicar conhecimentos, processos e ferramentas ligados à gestão integrada do Design em toda a empresa.
Já uma empresa relativa é definida por possuir baixas intenções de mudança e pouco conhecimento organizacional. Esse é o perfil mais difícil para aplicar a gestão de design, porque existe pouca abertura para novidades e faltam habilidades para colocar em prática. Por isso, aparecem dificuldades no comportamento da empresa, como pouca vontade de mudar, e também falta de conhecimento dentro da organização.
Uma empresa eficaz já apresenta conhecimento organizacional, porém, não demonstra interesse em mudanças. Nesse caso, o crescimento natural e consolidado de objetivos médios é suficiente, dessa forma as metas da empresa são atingidas de forma eficiente.
Por último, uma empresa eficiente se define pela associação de conhecimento e intenções de grandes níveis. Essa organização busca sempre novos desafios, usando as habilidades e conhecimentos que já possui para lidar com eles. Desse modo, seus resultados são produtivos e vão além das metas fornecidas.
Porém, ao analisar as intenções e habilidades das equipes e dos gestores, é possível encontrar empresas que são mais proativas em alguns setores, mas não em todos. Isso prova como o gerenciamento é importante.
Frameworks na gestão de design Conceito de frameworks Um framework é uma base pronta que ajuda programadores a criar sistemas, sites e aplicativos de forma mais rápida e organizada, pois já traz várias funções e estruturas preparadas, evitando que o desenvolvedor precise fazer tudo do zero; assim, ele facilita o trabalho, melhora a organização do código e economiza tempo no desenvolvimento.
Framework na gestão do design Um framework na gestão do design funciona como uma estrutura pré-definida de diretrizes, práticas e ferramentas que organiza o fluxo de trabalho, alinha a equipe e garante a consistência, desde a estratégia até a execução operacional. Ele fornece um "esqueleto" adaptável que acelera projetos e reduz retrabalho, permitindo que os designers foquem na solução de problemas complexos em vez de na configuração de processos.
Os frameworks ajudam a organizar o processo de design (UX/UI) de forma mais simples e eficiente. Citando novamente o Design Thinking, ele divide o trabalho em etapas como entender o usuário, criar ideias, testar e melhorar soluções.
O Double Diamond ajuda a identificar corretamente o problema antes de criar a solução. Já o Lean UX foca em criar, testar e ajustar rapidamente, sendo muito usado em equipes ágeis e projetos com mudanças rápidas.
Os principais benefícios de usar o framework na gestão do design é a organização do trabalho, padronização das entregas e melhorar a qualidade final dos projetos. Além disso, tornam o desenvolvimento mais rápido ao reutilizar estruturas prontas, mantêm o foco nas necessidades do usuário e facilitam a comunicação e o alinhamento entre a equipe de design e os responsáveis pelo projeto.
Gestão estratégica, liderança e organização Frameworks ajudam a conectar o design aos objetivos de negócios e a escalar a produção.
Design Management Office Framework para gerenciar o portfólio de design, definir fluxos de projetos, medir o impacto das entregas e comunicar o valor do design para a organização.
Design system Estrutura de padrões, componentes reutilizáveis e diretrizes que garantem consistência visual e eficiência em larga escala.
OKR Framework para definir metas claras e mensuráveis para a equipe de design.
O framework por ser ágil fornece uma linguagem mais comum entre os designers e desenvolvedores. Alguns métodos de gerenciamento e organização a serem citados são o Scrum, que organiza o trabalho em Sprints (ciclos de 2-4 semanas), reuniões diárias (Daily) e retrospectivas, promovendo adaptabilidade e feedback constante; e o Kanban que visualiza o fluxo de trabalho em um quadro, permitindo gerenciar gargalos e limitar o trabalho em progresso.
Algumas ferramentas que podem ser mencionadas que ajudam a tomar decisões e que simplificam escolhas a serem feitas são:
Jobs to Be Done Framework para entender o objetivo real do usuário (a "tarefa" que ele quer realizar), orientando o design estratégico.
Design sprint condensa meses de trabalho em cinco dias (mapeamento, ideação, decisão, prototipagem e teste) para validar ideias rapidamente.
Flexibilização do framework nas empresas Flexibilização do framework para utilização em empresas com perfis proativos, eficazes e eficientes:
Considerando os diferentes perfis de empresas desenvolvedoras de produtos, este subitem tem como objetivo apresentar formas de flexibilizar a utilização do framework. Para facilitar a compreensão sobre quais etapas são mais adequadas para cada tipo de empresa, apresentam-se inicialmente as características de cada fase. Dessa forma, acredita-se que essa ferramenta possa contribuir para o posicionamento das realidades organizacionais das empresas em relação ao framework de aplicação da Gestão do Design.
Definições e conceitos de autores Peter Gorb
Segundo Peter Gorb: A gestão de design consiste na utilização eficaz, por parte dos gestores de linha, dos recursos de design disponíveis em uma organização, visando alcançar seus objetivos corporativos. Portanto, está diretamente relacionada ao papel do design na organização, à identificação de disciplinas de design específicas relevantes para a resolução de questões-chave de gestão e à capacitação de gestores para o uso eficaz do design.
John Thackara
E para John Thackara: A gestão de design é uma atividade complexa e multifacetada que vai ao cerne da essência de uma empresa [...] não se trata de algo que se resolva com fórmulas prontas, alguns tópicos ou um manual. A estrutura e a cultura interna de cada empresa são diferentes; a gestão de design não é exceção. Mas o fato de cada empresa ser diferente não diminui a importância de gerenciar o design de forma rigorosa e eficaz.
Aprofundamento sobre o design management office O Design Management Office (DMO) atua como uma unidade central de governança dentro de uma organização, sendo responsável por garantir que o design não seja apenas uma atividade estética, mas um recurso estratégico mensurável. De acordo com a literatura clássica de Brigitte Borja de Mozota, o DMO é o escritório que coordena os três níveis da gestão de design: operacional, tático e estratégico.
Atribuições e pilares de atuação Para que a gestão seja eficiente, o DMO foca em três pilares fundamentais:
Gestão de processos Define métodos de trabalho padronizados para que as equipes mantenham a consistência, independentemente da complexidade do projeto.
Gestão de pessoas e cultura Organiza o recrutamento, o desenvolvimento de carreiras e a alocação de designers em diferentes frentes da empresa.
Métricas e impacto Estabelece indicadores (KPIs) para medir o retorno sobre investimento (ROI) do design, provando seu valor para a diretoria da organização.
Design Management Office (DMO) e DesignOps Atualmente, o termo DMO é frequentemente associado ou expandido pelo conceito de DesignOps (Operações de Design). Segundo o Nielsen Norman Group, essa estrutura moderna foca em "como trabalhamos juntos", otimizando ferramentas e comunicações para que os designers possam focar exclusivamente na solução de problemas complexos, enquanto a estrutura operacional cuida da infraestrutura e dos processos.
Aplicação da gestão do design em diferentes áreas A gestão do design pode ser aplicada em diferentes áreas, atuando na organização de processos, desenvolvimento de projetos e criação de soluções voltadas às necessidades das empresas e dos usuários. Sua função varia de acordo com o setor em que é utilizada, mas mantém o objetivo de integrar criatividade, estratégia e inovação.
Gestão do design de produto