Calea diamantinensis é uma espécie de planta da família Asteraceae e do gênero Calea.

Distribuição É endêmica do estado de Minas Gerais, na região sudeste do Brasil.

Taxonomia O táxon foi descrito oficialmente em 2020 por Genilson Alves dos Reis e Silva Silva e Jimi Naoki Nakajima.

Descrição Subarbusto xilopodífero, ereto, pouco ramificado, ca. 0,3 – 1,5 m alt. Ramos cilíndricos, lignificados, levemente sulcados, base glabra, ápice estrigoso, esparso glanduloso-pontuados; entrenós 0,8 – 2,5 cm. Folhas opostas, pecíolos 1 – 2 mm, glanduloso-pontuados; lâmina 0,9 – 1,8 × 0,6 – 0,9 cm, concolor, elíptica, ápice arredondado, margem inteira, plana, base arredondada, ambas as faces somente glanduloso-pontuadas, coriácea, nervação acródroma basal. Capítulos discóides, capitulescência dicásio-umbeliforme, laxa, geralmente 3 – 4 capítulos; pedúnculos 1,4 – 5,4 mm, estrigosos, glanduloso-pontuados. Invólucro monomórfico, 7 – 9,4 × 3,5 – 5,2 mm, cilíndrico, 5-seriado; brácteas involucrais da série externa 2, 2 – 5,6 × 1 – 3 mm, ovadas, ápice agudo, margem ciliada, escariosas, estrigosas, esparso-glanduloso pontuadas, 5 – 7 estrias inconspícuas; série interna 5 – 8 × 2,5 – 3,5 mm, estreito elípticas a elípticas, ápice arredondado, margem inteira, escariosas, glabras, 7 – 8 estrias conspícuas. Eixo da inflorescência paleáceo, convexo; páleas 6,7 – 8,6 × 1,2 – 3 mm, obtruladas, cimbiformes, ápice arredondado, base com margem inteira, ápice eroso, 3 – 4 estriadas, glabras. Flores 7 – 9, corola 5,2 – 6,2 mm, amarela, tubo 2 – 2,6 mm, denso glanduloso-pontuado, limbo 2,4 – 3,7 mm, lacínias 1,5 – 2 mm, agudas, esquarrosas, esparso glanduloso-pontuadas; anteras 2,3 – 3 mm, apêndice do conectivo glanduloso-pontuado, filetes 1,5 – 2 mm; estilete 4,8 – 6,8 mm, ramos estigmáticos 0,8 – 1,5 mm, deltoides. Cipselas 2,7 – 3 × 1,1 – 1,4 mm, prismáticas, 4-angulosas, seríceas, glanduloso-pontuadas; carpopódio conspícuo, assimétrico, decorrente. Pápus 15 – 17 páleas livres, iguais, 4 – 5 mm, linear-lanceoladas, ápice aristado, margem barbelada.

Espécie endêmica ao município de Diamantina no estado de Minas Gerais. Ocorre no Domínio Cerrado, em pequenas populações que crescem nas formações de campos rupestres, com solos de textura arenosa e baixa capacidade de retenção hídrica, sobre rochas quartzíticas; entre 1.060 a 1.430 m de altitude. Encontra-se fértil entre setembro e outubro. Provavelmente floresça no início de setembro, após queimadas que frequentemente ocorrem na região durante o mês de agosto. Ligações externas Calea diamantinensis no projeto Flora e Funga do Brasil Calea diamantinensis no Índice Internacional de Nomes de Plantas. Documentos sobre Calea diamantinensis na Biodiversity Heritage Library Calea diamantinensis no GBIF

Categoria:CaleaCategoria:Espécies descritas em 2020