Operação Unha e Carne foi uma operação da Polícia Federal do Brasil deflagrada em 3 de dezembro de 2025 que teve como alvo principal o então deputado estadual e presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar , suspeito de vazar informações sigilosas da Operação Zargun.
O ministro Alexandre de Moraes afirmou que há fortes indícios da participação de Bacellar em uma organização criminosa, e que ele estaria atuando ativamente pela "obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no Poder Executivo Estadual".
Fases Primeira fase Em 3 de dezembro de 2025, durante a primeira fase da operação, a PF prendeu o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar. Segundo a PF, Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro do mesmo ano, em que o então deputado estadual TH Joias, acusado de envolvimento com a organização criminosa Comando Vermelho, foi preso. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o afastamento de Bacellar da presidência da Alerj.
Segunda fase Em 16 de dezembro de 2025, durante a segunda fase da operação, a PF prendeu o desembargador federal do TRF-2, Macário Judice Neto, que era relator do caso TH Joias, preso na Operação Zargun por envolvimento com a organização criminosa Comando Vermelho (CV). A segunda fase teve como objetivo investigar a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais.
Terceira fase Em 27 de março de 2026, a terceira fase da operação prendeu novamente o agora ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, em Teresópolis, na Região Serrana do mesmo estado. Nessa fase da operação Bacellar foi investigado por vazamento de informações sigilosas.
Quarta fase No dia 5 de maio de 2026, na quarta fase da operação, a PF prendeu o deputado estadual Thiago Rangel. Rangel é suspeito de se beneficiar no esquema de corrupção que teria desviado vultuosos recursos da Secretaria de Educação do Estado. Segundo os investigadores, o volume de dinheiro em espécie movimentado pelo parlamentar foi necessário contratar um cofre inteligente e uma transportadora de valores em razão da grande quantidade. Em 20 de maio de 2026, no âmbito da operação, a PF concluiu que o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar acumulou influência política sobre decisões consideradas prerrogativas do governador do estado do Rio de Janeiro, incluindo a indicação de nomes para secretarias estratégicas no primeiro escalão do governo estadual do Rio de Janeiro.
Quinta fase Em 2 de julho de 2026, a PF deflagrou a quinta fase da operação. Os principais alvos dessa fase foram Rodrigo Bacellar, o bicheiro Adilsinho e o pastor Márcio Poncio, preso na operação. Entre outros alvos estão o filho de Sérgio Cabral, o ex-deputado Marco Antônio Cabral. O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, que foi o alvo da operação, é apontado como o chefão da Máfia do Cigarro. A PF encontrou as listas de políticos dentro de uma mala de couro na cabeceira da cama de um dos endereços de Adilsinho. O nome de Cláudio Castro aparece em uma lista encontrada pela PF e atribuída ao bicheiro Adilsinho, alvo da quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada no mesmo dia. De acordo com a apuração da reportagem do portal G1, a lista cita uma doação de 3,2 milhões de reais para o candidato Cláudio Castro, que concorreu em 2022 à reeleição. Castro não é alvo dessa quinta fase da Unha e Carne. Uma lista encontrada pela PF na mesa de cabeceira de Adilsinho reúne os nomes de 61 políticos do Rio de Janeiro e indica a movimentação de 20 milhões de reais. Os documentos foram apreendidos durante a Operação Smoke Free, deflagrada em 2022.
Sexta fase Em 7 de julho de 2026, a PF deflagrou a sexta fase que investiga conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro. O alvo é uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou 7,6 bilhões de reais em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos. Um dos alvos da operação foi Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.
Consequências Em 14 de abril de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) homologou o resultado da retotalização dos votos para deputado estadual no Rio de Janeiro após a cassação do mandato do ex-presidente, Rodrigo Bacellar.
Ver também Corrupção no Brasil Lista de operações da Polícia Federal do Brasil Operação Zargun
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