Mónica Almeida e Silva é uma bióloga portuguesa, nascida em Lisboa e residente no Faial (Açores). É investigadora do Instituto de Investigação em Ciências do Mar - Okeanos, da Universidade dos Açores, e membro ativo do 'Azores Whale Lab'. Carreira Científica Mónica Almeida e Silva licenciou-se em Biologia Aplicada aos Recursos Animais, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em 1996, com a dissertação "Diet and reproductive biology of common dolphins (Delphinus delphis) stranded in the Portuguese coast". Realizou o doutoramento no Reino Unido (University of St Andrews School of Biology) entre 2002 e 2007, tendo defendido a tese intitulada "Population biology of bottlenose dolphins in the Azores Archipelago".

Iniciou a sua carreira profissional como Técnica Superior do ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, tendo passado posteriormente para o DOP - Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

Atualmente coordena o Azores Whale Lab - Cetacean Ecology Group. Tem coordenado e participado em inúmeros projetos científicos de caráter internacional, visando o estudo, o conhecimento e a conservação de cetáceos do Arquipélago dos Açores (e.g. Projeto ‘European Biodiversity Partnership’ eWhale a decorrer entre 2023 e 2026, no qual é investigadora principal). Tem várias publicações científicas sobre estimativas de abundância e ocorrência de cetáceos (incluindo cachalotes), ecologia e migrações de baleias de barbas, e ainda sobre seus habitats, acústica e comportamento (ver lista). A sua investigação centra-se, portanto, na ecologia comportamental, na bioacústica, na ecologia espacial e na conservação marinha.

Tem um interesse particular em utilizar os cetáceos, enquanto grupo com capacidades cognitivas altamente desenvolvidas, organizações sociais complexas e elevadas necessidades energéticas, como sistemas eto-ecológicos para abordar questões sobre a forma como os fatores ambientais, sociais, fisiológicos e antropogénicos moldam as decisões comportamentais de predadores de topo. Na mesma medida, como essas decisões influenciam as respostas dos predadores às alterações ambientais e às pressões relacionadas com a atividade humana.

Prémios e Projetos Foi considerada uma das Mulheres da Ciência na primeira edição (2016) do programa da Ciência Viva. O seu trabalho tem reconhecimento internacional e visibilidade para audiências amplas (ver Açoriano Oriental), quando, em conjunto com colegas, se refere ao impacto no lixo marinho na megafauna marinha.

Em 2025, foi a responsável da Comissão Organizadora e Científica da conferência da European Cetacean Society, que decorreu em Ponta Delgada, São Miguel, sob o tema "Navigating Waters of Change".

Investigadora e membro do projeto ‘Isla Bonita - Beautiful island: Supporting Managing Authorities to Restore the Oceans and Waters on Islands’, a decorrer entre 2026 e 2030, financiado pela Comissão Europeia e associado à Missão Europeia de "Recuperar o nosso oceano e águas até 2030". Entre 2019 e 2021, foi a investigadora principal do projeto 'META - Marine mammal and Ecosystem: anthropogenic Threat Assessment', financiado pelo Fundo Azul. Entre 2015 e 2017, foi investigadora e membro do projeto financiado pelas EEA Grants 'BIOMETORE - Biodiversity in seamounts: the Madeira-Tore and Great Meteor'. Ao longo da sua carreira tem participado como investigadora responsável e participante de vários projetos financiados pela FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia. Referências

Ligações externas

Perfil no Ciência Vitae.

Perfil no Google Scholar.

Entrada de Mónica Almeida e Silva em Mulheres na Ciência (2016). Perfil no Okeanos-Universidade dos Açores. Categoria:Investigadores de Portugal Categoria:Biólogos de Portugal Categoria:Mulheres cientistas de Portugal Categoria:Mulheres cientistas do século XX Categoria:Mulheres cientistas do século XXI Categoria:Mulheres na Ciência (Ciência Viva)