.hack//Quarantine (estilizado como .hack//Quarantine Vol. 4) é um videogame de RPG de ação desenvolvido pela CyberConnect2 e publicado pela Bandai para o PlayStation 2. Lançado em 2003, o título é o quarto e último capítulo da série de jogos iniciada em .hack//Infection, servindo como a conclusão da história da primeira quadrilogia do projeto multimídia .hack.

O jogo simula um MMORPG fictício chamado The World. Como o título é uma continuação direta de .hack//Outbreak, ele permite que os jogadores transfiram seus dados, itens e níveis para enfrentar o desfecho da trama envolvendo o protagonista Kite e sua tentativa de deter a propagação do vírus que ameaça tanto o mundo virtual quanto o real. Jogabilidade O título simula a interface de um computador (OS fictício), onde o jogador pode ler e-mails, participar de fóruns de discussão e customizar o papel de parede, além de entrar no jogo The World propriamente dito. As batalhas ocorrem em tempo real. O jogador controla o protagonista Kite, enquanto os outros dois membros da equipe são controlados por inteligência artificial, a quem o jogador pode dar ordens específicas através de menus de comando, O acesso às áreas de exploração é feito através dos Chaos Gates utilizando um sistema de três palavras-chave. Ao combinar diferentes palavras, o jogo gera aleatoriamente campos e masmorras com atributos elementares, tipos de monstros e níveis de dificuldade variados.

Uma mecânica central é o Data Drain, uma habilidade que Kite utiliza para enfraquecer inimigos infectados por vírus. Ao realizar essa técnica, o jogador pode obter itens raros ou 'Núcleos de Vírus' (Virus Cores), necessários para desbloquear servidores protegidos. No entanto, o uso excessivo desta habilidade aumenta o nível de infecção do personagem, podendo causar efeitos negativos. Enredo A história de .hack//Quarantine começa imediatamente após os eventos de .hack//Outbreak. O protagonista Kite continua sua busca para encontrar uma forma de acordar seu amigo Orca e outros jogadores que entraram em coma no mundo real devido a falhas no MMORPG The World.

Com a ajuda de aliados como BlackRose e Wiseman, Kite precisa enfrentar as últimas formas da anomalia conhecida como Morganna e desvendar a verdade por trás do sistema Helba e do criador do jogo, Harald Hoerwick. O volume 4 foca na batalha final para impedir que a rede global colapse sob a influência do vírus.

À medida que a infecção por vírus se intensifica, Kite e seus aliados descobrem que a única forma de salvar os jogadores em coma é derrotar as oito fases de Morganna. O grupo invade o servidor raiz para confrontar Corbenik, a oitava e última fase, que representa a ameaça final ao equilíbrio de The World.

Durante a jornada, a hacker Helba e a inteligência artificial Aura revelam que o projeto .hack foi criado por Harald Hoerwick com o objetivo de desenvolver uma "IA Suprema". Com a cooperação de diversos personagens, Kite enfrenta a fase final de Morganna, em um confronto que determina o destino do mundo virtual e a recuperação dos jogadores afetados, incluindo Orca. Principais notas e avaliações +FonteNota / PontuaçãoComentário ResumidoMetacritic70/100Média baseada em 20 críticas da imprensa especializadaIGN8.3/10Portal de games destacou a conclusão da sérieGameSpot6.1/10Crítica mencionou a jogabilidade repetitiva e a necessidade de farmar itens Desenvolvimento O jogo foi desenvolvido pela CyberConnect2 e publicado pela Bandai como parte da franquia .hack, integrante do projeto multimídia Project .hack. Idealizado como uma narrativa distribuída entre diferentes mídias, o projeto combinava jogos eletrônicos, animações e outras formas de conteúdo para contar uma história interconectada.

.hack//Quarantine é o quarto e último título da tetralogia iniciada com .hack//Infection, seguido por .hack//Mutation e .hack//Outbreak. Os jogos foram concebidos para formar uma narrativa contínua, permitindo a transferência de dados salvos entre os títulos, o que preserva o progresso do jogador ao longo da série.

Um dos elementos centrais do design da série foi a simulação de um ambiente digital completo, estruturado como um sistema operacional fictício. Essa abordagem permitia ao jogador navegar por interfaces que imitavam um desktop, incluindo correio eletrônico, fóruns de discussão e notícias dentro do universo do jogo. Tal escolha refletia a intenção dos desenvolvedores de reproduzir a experiência de interação com a internet e com jogos online, mesmo em um título offline.

A utilização desse formato também está alinhada com a proposta da franquia .hack de explorar a relação entre usuários e ambientes virtuais, reforçando a imersão ao apresentar o jogo como se fosse um software real acessado pelo jogador.

O roteiro do jogo contou com a participação de Kazunori Itō, enquanto o design de personagens foi realizado por Yoshiyuki Sadamoto. Além disso, cada título da série foi lançado acompanhado de um episódio da animação .hack//Liminality, que apresenta eventos paralelos à história dos jogos.

Categoria:.hack Categoria:Jogos eletrônicos de 2003 Categoria:Jogos para PlayStation 2