Giovanni Battista Franzoni (8 de novembro de 1928 – 13 de julho de 2017) foi um teólogo católico italiano. Serviu como abade da Basílica de São Paulo Fora dos Muros de 1964 a 1973. Envolvendo-se em ativismo e política, foi laicizado pelo Papa Paulo VI em 1976.

Biografia Nascido Mario Franzoni, em Varna, Bulgária, onde o seu pai trabalhava, mas cresceu em Florença, onde estudou, e depois em Roma, no Pontifício Ateneu Santo Anselmo. Adotou o nome Giovanni Battista como monge. Professou seus votos na Ordem de São Bento em 5 de julho de 1951 e foi ordenado sacerdote em 25 de janeiro de 1955.

Ele lecionou filosofia e história na abadia beneditina de Farfa. Em 3 de março de 1964, foi eleito como abade territorial de San Paolo fuori le Mura e confirmado pelo Papa Paulo VI em 11 de março. Como abade nullius, ele foi padre conciliar da terceira e quarta sessão do Concílio Vaticano II. Ele era o italiano mais jovem no Concílio, recebendo atenção e estima do papa.

O abade era anticapitalista, defendia a Igreja dos pobres, o divórcio e o aborto legal, as lutas operárias, e foi contra a Guerra do Vietnã. Ele era chamado de abade vermelho. Após a repercussão das suas posições dentro da hierarquia da Igreja, Dom Franzoni renunciou em 1973, logo após publicar La terra è di Dio (1973), uma carta pastoral na qual denunciava as especulações imobiliárias em Roma, apoiadas por círculos do Vaticano, e foi morar em um pequeno apartamento. Ele foi laicizado pelo Papa Paulo VI em 4 de agosto de 1976. O Vaticano o acusou de opiniões heréticas e de provocar divisão cismática na Igreja. Segundo a Igreja, Dom Giovanni já tinha sido suspenso de todas as atividades eclesiásticas dois anos antes, por apoiar a lei do divórcio na Itália, e em junho de 1976 teria ingressado no Partido Comunista, apesar da proibição de padres se filiarem a partidos. Conforme Franzoni, ele não havia se filiado, apenas anunciou sua intenção de votar no partido na eleição geral daquele ano.

Os principais temas das obras do ex-abade foram ensaios sobre a Igreja e a religião. Depois de La terra è di Dio (1973), publicou vários outros títulos nas décadas seguintes; também colaborou com a revista Confronti desde 1989.

Apesar de reduzido ao estado laico, Dom Giovanni não foi excomungado; ele se definia como "um católico marginal" e, até o fim de sua vida, participou da comunidade cristã de base que fundou após sua exclusão, a Comunità cristiana di base di san Paolo, a qual se reunia na Via Ostiense. Também permaneceu membro do Secretariado Técnico Nacional das comunidades de base italianas.

Ele foi um dos opositores ao processo de beatificação do Papa João Paulo II. Em 2005, Franzoni e outros dez teólogos dissidentes apelaram aos católicos críticos do processo de canonização para que expressassem as suas preocupações. Em entrevista posterior, Dom Franzoni criticou a repressão do governo de João Paulo II sobre setores da Igreja.

Conheceu Yukiko Ueno Franzoni, uma jornalista japonesa,quando ela foi entrevistá-lo ao completar sessenta anos, e se casaram em 1990. Giovanni Franzoni faleceu em 13 de julho de 2017, em Canneto, Rieti.

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