O Dia do Reembolso do Windows (em inglês: Windows Refund Day) foi um protesto de um dia de duração, realizado em 15 de fevereiro de 1999, devido à incapacidade dos usuários de Linux de obterem reembolsos pela cópia pré-instalada (venda casada) do Microsoft Windows incluída em seus computadores. Vários protestos ocorreram do lado de fora dos escritórios da Microsoft nos EUA, com o mais bem documentado ocorrendo na Área da Baía de São Francisco, na Califórnia.

Motivos dos protestos Na época, os fabricantes de equipamentos originais (OEMs) costumavam vender computadores que vinham com uma licença do Windows embutida, incluindo laptops. Os usuários de computador que usavam Linux ou outros sistemas operacionais de código aberto e que não usavam o Windows queriam ser reembolsados, pois a cópia incluída aumentava significativamente o preço do computador.

Quando a imprensa os entrevistou, eles alegaram que, embora o contrato de licença de usuário final (EULA) mencionasse que "os usuários que não aceitarem este EULA podem devolver esta cópia do Windows ao OEM para obter um reembolso", os OEMs diziam aos usuários de Linux que a Microsoft era a responsável pelos reembolsos, "já que o OEM não é o fabricante do Windows", criando essencialmente uma brecha. Em 1997, foi publicado um artigo no qual uma usuária de Linux descreveu como ela conseguiu com sucesso receber um reembolso por um laptop que havia comprado e que vinha com o Windows embutido. Segundo ela, foi um "processo demorado" e um gerente da empresa que fabricou o laptop, a Canon Inc., alegou que a Microsoft não havia lhes informado que o OEM era quem deveria emitir o reembolso.

Protesto na Área da Baía

Em 15 de fevereiro de 1999, os manifestantes chegaram do lado de fora do escritório da Microsoft em Foster City (950 Tower Ln, Suite 9000, Foster City, Califórnia; ) depois de fazerem cartazes no estacionamento de um Denny's local. Isso rapidamente chamou a atenção de membros da imprensa e de emissoras de notícias. Os manifestantes eram usuários de Linux e de outros sistemas operacionais de código aberto que não usavam o Windows e não tinham utilidade para a licença incluída em seus computadores. Eles seguravam cartazes, bem como cópias embutidas do Windows que vieram incluídas em seus computadores. A Microsoft já esperava os manifestantes e havia até colocado uma placa dando-lhes as boas-vindas. Um representante da Microsoft também estava lá, principalmente para falar com os membros da imprensa.

Quando a imprensa entrevistou um porta-voz da Microsoft, ele alegou que o protesto era uma "atividade de relações públicas sendo usada por alguns entusiastas do Linux para gerar interesse em seus produtos". A Microsoft lembrou aos usuários que os OEMs eram os que deveriam emitir os reembolsos pelas cópias do Windows e emitiu uma carta oficial aos manifestantes que também mencionava que existiam OEMs que vendiam computadores sem sistema operacional ou com Linux pré-instalado.

Alguns manifestantes até tentaram entrar no escritório da Microsoft, no 9º andar do edifício. No entanto, o elevador havia sido configurado para desabilitar o acesso ao 9º andar e, quando os manifestantes tentaram usar o elevador para ir ao 10º andar e usar as escadas para descer ao 9º andar, descobriram que as portas estavam trancadas pelo lado da escadaria.

Após muitas tentativas de entrar nos escritórios, os manifestantes deixaram o prédio sem nenhum reembolso.

Consequências Embora os manifestantes não tenham conseguido reembolsos pelas cópias do Windows embutidas em seus PCs, como um manifestante afirmou: "o objetivo do protesto era aumentar a conscientização sobre o problema do paradoxo do catch-22".

Os protestos receberam a atenção da mídia de canais de notícias locais que cobriram a história. Veículos de notícias, incluindo a BBC News e o The New York Times, também publicaram artigos na internet que alcançaram pessoas em todo o mundo.

Referências

Ligações externas Texto da carta da Microsoft aos manifestantes (em inglês)

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