A Unidade de Defesa Presidencial (UDP), também chamada de Guarda Presidencial, é uma unidade militar de elite de Angola, responsável pela segurança do Presidente de Angola. Também é responsável pela defesa da Região Metropolitana de Luanda. A UDP é especializada em guerra urbana e, a depender da exigência, se organizam como legião estrangeira.

O grupo é composto por membros masculinos e femininos cuja missão é garantir e proteger a integridade física do Presidente. Faz, portanto, parte da Casa Militar da Presidência Angolana.̻

Histórico A existência da tropa remonta à constituição da Unidade Orgânica Especial (UOE) em 1976, servindo como contingente de reserva e ainda sem a função de unidade de elite de defesa da Presidência Angolana.

Em 1978 a UOE é convertida na Missão de Assistência Externa das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (MAE-FAPLA), sendo destacada, em março de 1978, para reprimir a tentativa de golpe de Estado em São Tomé e Príncipe (permaneceram no país até 1991). No mesmo ano, elementos egressos da Missão em São Tomé foram designados para reestruturar o MAE-FAPLA como Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) em Angola, a ser empregada à serviço da segurança da Presidência e em outras missões internacionais — particularmente em Moçambique, na década de 1980. O primeiro comandante da tropa em seu formato MAE-FAPLA/BGP foi França Ndalu, entre 1978 e 1980.

Em 1990/1991, na reforma das FAPLA e na transformação em Forças Armadas Angolanas (FAA), o BGP recebe o nome de Unidade da Guarda Presidencial (UGP). Em 1993, após absorver 1400 membros das tropas de oposição zairense denominadas Tigres Catangueses, além de ex-soldados cubanos, a UGP sofre uma grande reformulação para trabalhar na segurança de Luanda diante da retomada dos combates da Guerra Civil Angolana, reforçando sua capacidade com unidades blindadas e mecanizadas. Durante a crise na Costa do Marfim de 2010–2011, 92 soldados da UGP foram enviados para proteger o Presidente Laurent Gbagbo na residência presidencial em Abijã e repelir os combates das Forças Republicanas da Costa do Marfim. Alega-se que cercaram o edifício de minas terrestres. Os relatos foram rejeitados pelo governo angolano.

Em 2013, na aprovação do Estatuto Orgânico da Casa de Segurança do Presidente da República, a UGP passa a ser um organismo vinculado diretamente à Casa de Segurança, deixando a dependência do Ministério da Defesa. O mesmo diploma legal criou a Unidade de Segurança Presidencial (USP), passando este a ser o cordão de defesa primário da presidência, com a UGP concentrando-se na função de cordão secundário e tropa de elite. Em 2021, com a reforma do referido Estatuto da Casa Militar, a UGP passa a se denominar Unidade de Defesa Presidencial (UDP).

Categoria:Forças armadas de Angola Categoria:Unidades e formações de expatriados