Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN) foi um movimento unitário para combater o Estado Novo em Portugal nos anos 1960s fundada em Roma e sediada em Argel.

Criação da FPLN A Frente Patriótica de Libertação Nacional foi fundada em Roma em 1962 para unificar a oposição. Álvaro Cunhal, António Lopes Cardoso, Fernando Piteira Santos, Francisco Ramos da Costa, Manuel Sertório, Manuel Tito de Morais e Mário Ruivo reúnem na Conferência das Forças Antifascistas Portuguesas a 28 de dezembro de 1962. No último dia do ano, criam uma Comissão Delegada Provisória constituída por António Lopes Cardoso, Fernando Piteira Santos, Rui Cabeçadas e um representante do PCP. Mário Ruivo e Manuel Tito de Morais avaliariam dois locais para potenciais sede.Humberto Delgado não se pode deslocar por questões burocráticas, mas assumiria eventualmente a liderança.

Praga, receberia o segundo congresso da FPLN em 1963 com a presença de Mário Ruivo, Pedro Soares, Manuel Sertório, Rui Luis Gomes, Humberto Delgado, Fernando Piteira Santos, Álvaro Cunhal e Tito de Morais.

Visões alternativas no movimento Havia várias linhas de pensamento:

Humberto Delgado Partido Comunista Português Movimento de Ação Revolucionária - MAR Frente de Ação Popular - FAP.

Miguel Cardina identifica dirigentes em representação de diferentes movimentos como Álvaro Cunhal (PCP), Tito de Morais (Resistência Republicana Socialista), Rui Cabeçadas (MAR), Piteira Santos e Manuel Sertório. Humberto Delgado seria o Presidente.Cardina, Miguel (2010) O Essencial sobre a Esquerda Radical. Biblioteca Mínima. Angelus Novus.

Sedeada em Argel Uma delegação da FPLN fixar-se-ia na Argélia, decisão feita em Roma em 1962.

Argel, após a dura luta pela independência de França, tornar-se-á um ponto de crítico de encontro e apoio a anticolonialistas e anti-ditatoriais. Muitos dos ativistas falavam português: dos oposicionistas Portugueses ao Estado Novo, Brasileiros à ditadura militar ou dos movimentos de libertação das colónias portuguesas. Manuel Alegre chamou-lhe "Capital da Utopia", e Amílcar Cabral terá cunhado como "Meca da Revolução".

Um dos seus maiores marcos será a Rádio Voz da Liberdade, que transmitirá para Portugal Continental e as colónias Africanas três emissões por semana. Manuel Alegre, Fernando Piteira Santos e Maria Stela Bicker Correia Ribeiro Piteira Santos serão figuras incontornáveis

Dissidências As divergências no movimento unitário revelar-se-iam irreconciliáveis entre as várias linhas. Em setembro-outubro de 1964, realiza-se o terceiro congresso da FPLN em Argel levando a futuras dissidências.

Humberto Delgado cria a Frente Portuguesa de Libertação Nacional com Emídio Guerreiro, Adolfo Ayala, Henrique Cerqueira, Mario Mendez e Oliveira Pio. Esta nova organização defende maior urgência na luta armada contra o Estado Novo, e culminando no assassinato de Delgado em fevereiro de 1965.

Emídio Guerreiro estaria depois envolvido na Liga de Unidade e Acção Revolucionária (LUAR). Entretanto, o MAR extingue-se.

Manuel Alegre e Fernando Piteira Santos eventualmente expulsam o PCP.

O surgimento das Brigadas Revolucionárias e mais tarde do PRP-BR levará eventualmente à expulsão de Manuel Alegre e Fernando Piteira Santos e à extinção da FPLN.

Referências

Categoria:Oposição à ditadura portuguesa