Soneto 133 é um dos 154 sonetos de William Shakespeare, fazendo parte da sequência da Dark Lady. Ele faz dupla e é seguido pelo Soneto 134.
Estrutura Como os demais sonetos de William Shakespeare, este tem a forma de soneto inglêsCampos, Geir. Pequeno dicionário de arte poética. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1960. e foi construído em decassílabos com ritmo de pentâmetro iâmbico, esquema rímico ABAB CDCD EFEF GG.
Sinopse Neste primeiro de dois sonetos interligados, a dor sentida pelo poeta como amante da amada é multiplicada pelo fato de que o querido amigo também está escravizado por ela. Ele é complexo e explora não apenas o relacionamento de Shakespeare com a Dama, mas também a influência dela sobre o Belo Jovem. Esse intrincado triângulo amoroso é repleto de sofrimento.
O poeta introduz aí um complicador adicional em seu envolvimento com a amada, pois parece que seu amigo também se apaixonou por ela. Ele espera amenizar a situação implorando que seu próprio coração sirva de garantia para o amigo, pois basta que apenas um deles seja aprisionado. Mas ele percebe que sua amada será tão cruel e frívola com o amigo quanto o é com ele. E aí ele sente uma tripla perda: a da amada, pois o amigo a conquistou; a do amigo, pois ela o conquistou; e a sua própria, pois não controla mais os próprios sentimentos. Essa perda é ainda maior, visto que cada um dos participantes sofre de maneira semelhante ou exerce um poder destrutivo nessa relação tripla.
Traduções Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta Há aí uma tradução tendendo à tradução literal, sem obediência aos ditames do soneto, quanto a métrica, ritmo e rimas, prendendo-se apenas a 14 versos monóstrofos, como um quatorzain.
Tradução de José Arantes Júnior O tradutor deteve-se no formato original de soneto inglês, com mesmo esquema rímico do autor. Porém fez os versos com exatos 36 caracteres, sem cuidado rítmico, mostrando uma visão plástica, se utilizada fonte monoespaçada. Como nos poemas dessa sua obra, acrescentou um título.
Tradução de Milton Lins O tradutor, como ocorre em outras traduções suas, optou por usar versos dodecassílabos alexandrinos, no ritmo de hexâmetro iâmbico. Manteve, no entanto, o formato de soneto inglês e o esquema rímico original.
Tradução de Paulo Camelo Nesta tradução é mantida a forma de soneto inglês, com seu esquema rímico ABAB CDCD EFEF GG e os versos decassílabos em pentâmetro iâmbico, sendo utilizado como acréscimo o ritmo holístico.
Categoria:Sonetos de William Shakespeare