Valdir Fraga da Silva (Porto Alegre, ) é um servidor público e político brasileiro. Foi vereador de Porto Alegre entre 1977 e 1991 (presidindo a Câmara Municipal por duas ocasiões), e deputado estadual do Rio Grande do Sul entre 1991 e 1999.
Vida pessoal Natural de Porto Alegre, Fraga nasceu em , filho do carpinteiro e mestre de obras Julio da Silva, e de Zenide Fraga da Silva.
Estudou no Colégio Cruzeiro do Sul e no Colégio Marista Rosário de Porto Alegre. Cursou Letras na Faculdade Ritter dos Reis.
Na década de 1960, foi jogador de futebol juvenil do Sport Club Internacional.
Na sociedade civil, atuou na União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre (UMESPA), e como líder comunitário em algumas “vilas” na zona norte de Porto Alegre.
Foi servidor público na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, cargo do qual se licenciou em 1972 para ser assessor do deputado Aluízio Paraguassu Ferreira, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Carreira política Vereador de Porto Alegre Após quatro anos como assessor parlamentar, se candidatou pela primeira vez em 1976, se elegendo vereador de Porto Alegre pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Amigo da jogadora de futebol feminino do Grêmio de Porto Alegre, Marianita, em novembro de 1981 foi procurado pela jogadora para levar o tema da regulamentação do futebol feminino, prática então proibida, para a Câmara Municipal de Porto Alegre. Valdir ajudou a montar o anteprojeto da Federação Gaúcha de Futebol que regulamentava a prática do esporte. esquerda|miniaturadaimagem|200x200px|Foto oficial enquanto presidente da Câmara de Vereadores Já pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), reelegeu-se em 1982. Neste período, presidiu a casa pela primeira vez, de 31 de janeiro de 1983 a 15 de dezembro de 1984. Entre 1º de janeiro de 1986 e 12 de maio de 1988, assumiu a Secretaria do Governo Municipal, na gestão do prefeito Alceu Collares.
Elegeu-se vereador pela terceira vez em 1988, assumindo pela segunda vez a presidência da casa, entre 1º de janeiro de 1989 e 1º de janeiro de 1991.
Deputado estadual do Rio Grande do Sul Nas eleições de 1990, se elegeu pela primeira vez deputado estadual.Resultado da Eleição 1990 — Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
Durante seu primeiro mandato, presidiu as Comissões de Finanças e Orçamento e a Comissão Especial para Promoção e Desenvolvimento do Turismo no Estado, que foi fundamental para a criação da Secretaria Estadual do Turismo.
Por conta de discordâncias com o PDT e o então governador Alceu Collares, migrou para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 1991.
Apoiado pelo correligionário Sérgio Zambiasi, disputou a prefeitura de Porto Alegre nas eleições de 1992, tendo como vice o médico Jairo Cruz. Com 7,93% dos votos, não foi eleito.Resultado da Eleição 1992 — Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
Em 1994, se elegeu pela segunda vez ao mandato de deputado estadual.Resultado da Eleição 1994 — Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
Nas eleições de 1996, concorreu novamente para a prefeitura da capital, tendo como vice a ex-primeira dama da cidade, Terezinha Irigaray. Não conseguiu a eleição, dessa vez obtendo 3,22% dos votos.Resultado da Eleição 1996 — Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
Em seu segundo mandato, comandou a Comissão de Assuntos Municipais, que tratou das últimas emancipações de municípios gaúchos pelo estado.
Em 1997 e 1998, ficou sob risco de perder o mandato, após se envolver no episódio do escândalo das diárias, em que diversos deputados eram acusados de utilizar diárias da Assembleia para turismo, acusação negada pelos parlamentares.
Além disso, foi alvo de denúncias de manter funcionários fantasmas e tomar parte dos salários de assessores pelo seu assessor José Divino Nunes da Silva. Em janeiro de 1998, foi hospitalizado, após sofrer isquemia cerebral, decorrente de hipertensão. Fraga negou as acusações, alegando que o recolhimento de dinheiro seria referente a empréstimos feitos pelo assessor. Pela falta de quórum nas audiências sobre sua possível cassação, conseguiu concluir o mandato.
Nas eleições de 1998, tentou a reeleição para o cargo de deputado estadual, sem sucesso.Resultado da Eleição 1998 — Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
Carreira posterior Mesmo sem mandato eletivo, continuou próximo do trabalho da Assembleia, atuando como assessor da bancada do PTB.
Nas eleições de 2000, concorreu novamente à vereador de Porto Alegre, sem sucesso.Resultado da Eleição 2000 — Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
Em 2004, foi condenado a 50 dias multa e a dois anos e seis meses de prisão em regime aberto, acusado do crime de concussão, de exigir parte do salário de seus funcionários sob pena de demissão, quando era deputado estadual. A pena de prisão foi substituída por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária.
Durante o governo de Germano Rigotto (2003-2007) atuou como diretor do Departamento de Assessoramento Institucional no gabinete do vice-governador Antonio Hohlfeldt, atuando diretamente no programa Consulta Popular.
Após o fim do governo Rigotto, atuou na assessoria parlamentar do deputado estadual Kalil Sehbe (PDT).
Durante os mandatos de José Fogaça e José Fortunati como prefeitos de Porto Alegre, foi assessor do gabinete do prefeito de Porto Alegre no Legislativo Municipal, cargo que serve como interlocutor entre a Prefeitura e a Câmara.
Relação com Dilma Rousseff Durante as eleições de 2010, seu nome voltou à tona por conta de um antigo episódio envolvendo a então candidata Dilma Rousseff em 1989, na época em que Fraga era presidente da Câmara de Porto Alegre, e Dilma a diretora-geral da casa.
No episódio, Dilma teria sido exonerada por ter deixado um operário ocioso pela falta de pregos e por não ter comparecido na manhã daquele dia para solucionar a questão. Os adversários da candidata capitalizaram a "demissão" de Dilma para a campanha contra ela, enquanto seus aliados afirmavam que ela teria saído do cargo para trabalhar para a campanha do então marido, Carlos Araújo.
Conforme Fraga, "eu a exonerei porque houve um problema com o relógio de ponto". Embora se beneficiasse do discurso de "homem que demitiu Dilma" anteriormente, Fraga amenizou o discurso durante a eleição, afirmando que "seria natural que [Dilma] saísse para trabalhar na campanha do marido", e declarou voto na petista.
Categoria:Nascidos em 1943 Categoria:Deputados estaduais do Rio Grande do Sul Categoria:Vereadores de Porto Alegre Categoria:Naturais de Porto Alegre Categoria:Membros do Movimento Democrático Brasileiro (1980) Categoria:Membros do Partido Democrático Trabalhista Categoria:Membros do Partido Trabalhista Brasileiro (1979) Categoria:Membros do Movimento Democrático Brasileiro (1966)