Pagofunk, tambem conhecido como naipe, pagodão, hitmado ou bloquinho é um gênero musical surgido em Salvador na Bahia, vertente do pagode baiano, resultado da fusão entre pagode baiano e o funk carioca. É especialmente associado aos paredões de som das periferias de Salvador e é consumido majoritariamente por públicos jovens.https://www.diariodecuiaba.com.br/ilustrado/bloquinho-e-hitmado-se-popularizam-na-tentativa-de-renovar-o-pagode-baiano/723012https://www.ufrb.edu.br/pgcienciassociais/images/Disserta%C3%A7%C3%B5es/2015/Disserta%C3%A7%C3%A3o_WELLINGTON.pdfhttps://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/25385/1/Tese%20Aaron%20Lopes%20entrega%20definitiva.pdf Embora seja mais utilizado no contexto baiano, o termo "pagofunk" também é utilizado para descrever singles, eventos ou festas que reunam o pagode do Rio com o funk carioca.
Histórico Origem do ritmo Na década de 1990, o funk e o pagode (tanto a variante carioca e paulista, quanto o pagode baiano) dividiam espaço.
Com o sucesso do pagode baiano, em 2006 o cantor Robyssão, na época na banda Black Style, trouxe elementos do funk carioca e os introduziu no pagode baiano, com um intuito de inovar, gerando o pagofunk. Esse estilo inspirou novos artistas do gênero que surgiram posteriormente até os dias atuais. O cantor ainda viria ganhar o apelido de "rei do pagofunk" pelo cantor Mr.Catra, por ter sido o criador do gênero. Apesar do sucesso na Bahia, o Robyssão nasceu no Rio de Janeiro e foi morar em Salvador com apenas 10 anos. O cantor diz que se considera soteropolitano de alma, apenas de não nascer na capital baiana.
O estilo caracteriza-se pela incorporação de letras, elementos rítmicos, eletrônicos e estéticos do funk carioca ao pagode baiano, tendo menos utilização de percussões pesadas do clássico pagode baiano, o apelo dançante e a centralidade das coreografias. O pagofunk é especialmente associado aos paredões de som das periferias de Salvador e é consumido majoritariamente por públicos jovens.https://www.diariodecuiaba.com.br/ilustrado/bloquinho-e-hitmado-se-popularizam-na-tentativa-de-renovar-o-pagode-baiano/723012 O pagofunk emerge no contexto das transformações do pagode baiano ocorridas entre o final dos anos 2000 e o início da década de 2010, período marcado por maior circulação nacional do funk carioca e por intensos intercâmbios culturais nas periferias urbanas brasileiras. Misturas paralelas entre pagode e funk O termo "pagofunk" também tornou-se utilizado para se referir a pontuais singles, festas, eventos que misturam o pagode com o funk carioca desde os anos 90.
Em meados dos anos 90, em 1997, a dupla Claudinho & Buchecha gravou a canção Fuzuê no álbum A Forma, a canção usa um cavaquinho, instrumento presentes em gêneros como samba, choro e pagode, na letra, a dupla homenageia artistas do pagode, antes de formar a dupla com Claudinho, Buchecha integrou uma banda de pagode chamada Raio de Luz. O Grupo Raça fez sucesso com Ela sambou, eu dancei, escrita por Arlindo Cruz, A. Marques e Geraldão, que fazia alusão ao funk carioca, em 2014, a canção ganhou uma releitura com elementos de funk com o próprio Arlindo Cruz com Mr. Catra. Em 2000, o Molejo lança Polivalência do álbum de mesmo nome, que trazia elementos do pagode com o funk carioca. Com o sucesso do funk carioca nos anos 2000, o grupo É o Tchan!, cujas vendas começaram cair naquele ano, gravou um álbum dedicado ao gênero, produzido pelo DJ Memê.
Mc Leozinho, fez uso do cavaquinho na canção Sente a pegada de 2008. Artistas como MC Delano e Ludmilla também fizeram o uso de cavaquinho em algumas canções, Ainda na infância, Ludmila eventualmente cantava em grupo de pagode de seu ex-padrasto. Em 2015, Ludimilla também participou de um dueto com o grupo Molejo em mova versão de Polivalência, em 2020, lançou Numanice, um EP dedicado ao pagode.
Em 2021, o cantor MC Bola participa do DVD do Grupo Presença, na ocasião, Bola comentou: Eu costumo dizer que o funk e o pagode caminham na mesma rua, são ritmos muito semelhantes, os dois tem origem no gueto. O cantor já foi intérprete da escola de samba Brasil, localizada em Santos.
Em 2022, Ludmilla lança Numanice 2, novamente dedicado ao pagode, no mesmo ano, o álbum lhe rende o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Samba/agode. No Carnaval do Rio de Janeiro de 2023, Ludmilla estreou como intérprete de samba-enredo, participando do desfile da Beija-Flor ao lado do veterano Neguinho da Beija-Flor.
Categoria:Pagode Categoria:Gêneros de funk brasileiro