Augusto Emiliano da Costa (Tavira, 3 de Dezembro de 1884 - Estoi, 1 de Janeiro de 1968) foi um médico e poeta português.
Biografia Nasceu na cidade de Tavira, em 3 de Dezembro de 1884. Depois de ter feito os seus primeiros estudos em Beja, frequentou Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde se formou em 1914.
Fixou-se como médico em Estoi, tendo exercido naquela localidade até ter atingido o limite de idade. Paralelamente à sua carreira na medicina, desenvolveu o gosto por várias práticas artísticas, como o desenho e a pintura, e principalmente a escrita. O seu primeiro livro foi Helianthos, publicado em 1926, seguido de Rosairinha em 1940, Relampos em 1943, As Saudades do Silêncio em 1947, Cromo-Sinfonias em 1948, Pampilhos em 1949, Concerto ao Ar Livre em 1950, Cânticos e Toadas em 1952, Apontamentos em 1954, Poesias Escolhidas em 1956, Asas em 1957, Pinturescas em 1959, e Intimidades em 1961. Além dos livros, também publicou os seus trabalhos na imprensa, nomeadamente no jornal Correio do Sul. A sua obra literária foi alvo de três estudos por parte do investigador Elviro da Rocha Gomes: Glossário Sucinto para melhor compreensão do Poeta Emiliano da Costa, O Poema épico em 10 cânticos de Emiliano da Cossta e Emiliano da Costa (História do reconhecimento do seu valor como poeta.
Segundo um artigo do jornalista José Rebelo de Bettencourt, publicado em 1964 na Gazeta dos Caminhos de Ferro, Emiliano da Costa «transformou em palavras irmãs a medicina e a poesia».
Em 17 de Junho de 1956, o jornal República noticiou que a Comissão Cultural da Casa do Algarve tinha promovido uma sessão de homenagem a Emiliano da Costa, para comemorar a integração de trabalhos seus numa antologia poética portuguesa, que iria ser publicada em Roma, e o lançamento de uma compilação das suas obras. No dia 2 de Dezembro desse ano, o jornal Diário Ilustrado informou que no dia anterior tinha sido dado o nome de Emiliano da Costa à antiga rua Roque de Freire, em Tavira.
Faleceu em 1 de Janeiro de 1968, em Estoi, aos 83 anos de idade. Na sequência da sua morte, foi considerado pelo jornal Correio do Sul como um dos «mais lídimos valores» e «uma das figuras intelectuais mais representativas» do Algarve, além de «um dos grandes poetas da sua geração».
Categoria:Nascidos em 1884 Categoria:Mortos em 1968 Categoria:Poetas de Portugal do século XIX Categoria:Poetas de Portugal do século XX Categoria:Alumni da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra