O Batalhão Bolívar () é uma unidade militar pró-Ucrânia combatendo na Invasão Russa na Ucrânia, agregando soldados de países da América Latina, como Colômbia, Venezuela, Equador e Argentina. O nome do batalhão é em homenagem à Simón Bolívar, um militar venezuelano e líder político que levou os atuais países de Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Panamá e Bolívia às suas respectivas independências do Império Espanhol no século XIX.
História O Batalhão Bolívar foi fundado em 22 de agosto de 2023. É formado principalmente de voluntários dos países sul-americanos, como Colômbia, Venezuela, Equador, Argentina, Peru e Brasil. Apesar disso, também há espanhóis, ucranianos, australianos e americanos lutando junto à unidade. O batalhão é liderado por José David Chaparro Martínez, de 56 anos, um venezuelano residente da Ucrânia desde 1989, quando essa ainda era parte da União Soviética. O grupo se identifica como libertário e está composto de mais de 300 soldados ibero-americanos, incluindo ex-militares do "governo totalitário da Venezuela".
A antiga URSS ofereceu à Martínez uma bolsa para cursar uma pós-graduação em Direito, mas quando chegou a Moscou descobriu que estudantes de países "não alinhados com o comunismo" (a Venezuela nos anos 80 não era) eram enviados para Kiev. Em 2000 regressou a Moscou como encarregado de negócios do corpo diplomático venezuelano, e dessa vez teve de receber autorização para residir na capital russa apesar das suas ideias abertamente democráticas e liberais. Após o período em que viveu em Moscou, afirmou que a Federação Russa era uma "roladora de aplainar onde o Estado intervinha em todos os aspetos da vida dos seus cidadãos."
José alegou que a Venezuela se tornou um laboratório social de Cuba, Irã e da Rússia, no qual a Rússia havia posto os seus mercenários do Grupo Wagner para "guardar" as minas de ouro e petróleo da Venezuela. Ele também alerta que a relação direta de Nicolás Maduro com a guerra na Ucrânia está a passar despercebida. A Venezuela tem sido fornecedora da Rússia e aproximou‑se desta ao longo da guerra na Ucrânia. A Venezuela tem sido descrita como um dos aliados comercial e militar mais importantes da Rússia na América Latina. miniaturadaimagem|302x302px|Batallón Bolívar na Ucrânia. Segurando a bandeira venezuelana, o Comandate Chaparro.
Invasão americana na Venezuela
Após Nicolás Maduro ser capturado pelas forças militares americanas em , o grupo utilizou sua página oficial do X para emitir um comunicado em solidariedade à intervenção americana e à captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, como aproveitou para registrar apoios ao "presidente eleito Gonzaléz" e à Corina Machado.
Considerando o ato do governo americano como uma "oportunidade histórica" para restituir o Estado de direito e a soberania popular na Venezuela, o Batalhão solicitou aos políticos venezuelanos supracitados que reconhecessem em pronunciamento público a legitimidade da intervenção militar americana e que fizessem uma "chamado a todas as forças democráticas, dentro e fora do país" para acompanhar esse processo. Exigiu, ainda, a "imediata ativação e coordenação" do Batalhão Bolívar como componente especializado da força de tarefa conjunta que opera em território venezuelano.
Ver também
Invasão da Ucrânia pela Rússia Simón Bolívar Nicolás Maduro
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