A ocupação israelense das Colinas de Golã (um planalto rochoso na região do Levante, na Ásia Ocidental) iniciou-se após este território ser capturado por Israel da Síria na Guerra dos Seis Dias em 1967. A comunidade internacional, com exceção dos Estados Unidos, considera as Colinas de Golã como território sírio ocupado militarmente por Israel. Após a guerra, a Síria rejeitou quaisquer negociações com Israel como parte da Resolução de Cartum.
As Colinas de Golã permaneceram sob administração militar até que o Knesset aprovou a Lei das Colinas de Golã em 1981, que aplicou a lei israelense ao território; uma medida que foi descrita como uma anexação. Em resposta, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade a Resolução 497, que condenou as ações israelenses por alterar o status do território, declarando-as "nulas e sem efeito jurídico internacional", e que as Colinas de Golã permaneceram um território ocupado. Em 2019, os Estados Unidos tornaram-se o único Estado a reconhecer as Colinas de Golã como território soberano de Israel, enquanto o restante da comunidade internacional continua a considerar o território sírio sob ocupação militar israelense. As autoridades israelenses pressionaram os Estados Unidos para que reconhecessem a "soberania israelense" sobre o território. Em 8 de dezembro de 2024, após a queda do regime Assad na Síria, as forças israelenses tomaram posições sírias na zona tampão da Força das Nações Unidas de Observação da Separação.
Guerra dos Seis Dias e consequências Na Guerra dos Seis Dias de 1967, Israel capturou e ocupou a maior parte das Colinas de Golã da Síria. Após a guerra, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução 242, que pedia a Israel que se retirasse dos territórios ocupados na guerra em troca do fim de toda a situação de beligerância e do reconhecimento de Israel como um Estado soberano pelos países árabes. A Guerra Árabe-Israelense de 1973 resultou em novos ganhos territoriais para Israel, embora o país tenha concordado em retornar à linha de cessar-fogo de 1967 no acordo de desengajamento entre Israel e a Síria de 1974. A Síria continuou a insistir na devolução das Colinas de Golã em qualquer acordo de paz negociado entre os dois países.
Zona tampão A zona da Força das Nações Unidas de Observação da Separação (UNDOF) tem cerca de 80 km de comprimento e entre 0,5 e 10 km de largura, formando uma área de 235 km2. A zona abrange a Linha Roxa, que separa a porção das Colinas de Golã ocupada por Israel do restante da Síria, onde a linha oeste é conhecida como "Alfa" e a linha leste como "Bravo". A zona também faz fronteira com a Linha Azul do Líbano ao norte e forma uma fronteira de menos de 1 km com a Jordânia ao sul.
Operacionalmente, a Linha Alfa foi traçada a oeste, não podendo ser cruzada pelas Forças Israelenses, e a Linha Bravo a leste, não podendo ser cruzada pelas Forças Sírias. Entre essas linhas encontra-se a Área de Separação, que é uma zona tampão. Estendendo-se por 25 km para cada lado, encontra-se a Área de Limitação, onde a UNDOF e os observadores do Grupo de Observadores Golan, sob seu comando, supervisionam o número de tropas e armamentos sírios e israelenses. Dentro da Área de Separação, a UNDOF opera com postos de controle e patrulhas. Anteriormente, dois batalhões de linha operavam nessa área; um, na parte norte, do maciço do Monte Hermon até a região de Quneitra, e outro, no sul, até a fronteira com a Jordânia.
Em 8 de dezembro de 2024, após a queda do governo de Bashar al-Assad, as forças israelenses tomaram posições sírias na Área de Separação como uma "posição defensiva temporária até que um acordo adequado seja encontrado", segundo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Lei das Colinas de Golã Em 14 de dezembro de 1981, o Knesset israelense aprovou a Lei das Colinas de Golã. Embora a lei não tenha usado o termo "anexação", foi considerada uma anexação pela oposição israelense e pela comunidade internacional.Israeli Ministry of Foreign Affairs. Golan Heights Law.
A ação foi condenada internacionalmente e, em resposta, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução 497, declarando a lei "nula e sem efeito jurídico internacional" e que a Quarta Convenção de Genebra continuava a se aplicar às Colinas de Golã como território ocupado.Council on Foreign Relations. UN Security Council Resolution 497.
Assentamentos
Em 2019, a população dos assentamentos israelenses nas Colinas de Golã era superior a 25.000 pessoas.
Visão internacional A comunidade internacional, com exceção de Israel e dos Estados Unidos, considera as Colinas de Golã como território sírio sob ocupação israelense. Vários Estados reconhecem a ocupação israelense como legítima, nos termos da Carta das Nações Unidas, com base na autodefesa, mas não consideram que essas preocupações justifiquem a anexação de território conquistado pela força.
Em março de 2019, os Estados Unidos, que anteriormente consideravam as Colinas de Golã como território ocupado, tornaram-se o primeiro país a reconhecer a soberania israelense sobre o território que ocupa desde 1967. O reconhecimento estadunidense foi pressionado por autoridades israelenses. O restante da comunidade internacional continua a considerar o território como sírio, mantido sob ocupação israelense. Os membros europeus do Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiram uma declaração conjunta condenando o anúncio estadunidense, e o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, emitiu uma declaração afirmando que o status das Colinas de Golã não havia mudado. A Liga Árabe denunciou a medida dos Estados Unidos, declarando que o reconhecimento do Presidente Donald Trump não altera o estatuto da área.
Ver também Ocupação israelense da Península do Sinai Ocupação israelense do sul do Líbano
Categoria:Colinas de Golã Categoria:Relações entre Israel e Síria