thumb|Trump com o xerife Joe Arpaio, um proeminente defensor da teoria da conspiração "birther", que alegava falsamente que o presidente Barack Obama não teria nascido nos Estados Unidos. Donald Trump, o 45.º e 47.º presidente dos Estados Unidos, criou ou promoveu diversas teorias da conspiração enganosas ou refutadas, em um grau sem precedentes na política americana.
Teorias da conspiração
Ataques a oponentes políticos
Barack e Michelle Obama Teorias de conspiração sobre a cidadania de Obama, conhecidas como "Birtherism", posteriormente retratadas por Trump. Conspiração de que Bill Ayers teria escrito as memórias de Obama, Dreams from My Father. Alegações falsas de fraude na eleição de 2012. Promoção da teoria da conspiração de que Obama apoiava o ISIS. Alegação de que Obama controlava secretamente o governo Biden. Acusação falsa de que Obama e outros funcionários cometeram "traição" contra ele. Compartilhamento de um vídeo de Alex Jones com uma legenda alegando que Michelle Obama teria usado a caneta automática de Biden para perdoar indivíduos-chave.
Bill e Hillary Clinton Acusação falsa de que Hillary Clinton teria iniciado a teoria da conspiração birther. Teoria da conspiração sobre a contagem de corpos dos Clinton. Repercussão da acusação falsa de que a morte de Jeffrey Epstein teria sido arquitetada por Bill Clinton. Declaração na CPAC em 2015 sugerindo que Bill Clinton teria problemas relacionados à ilha de Jeffrey Epstein. Apoio à teoria da conspiração Pizzagate e descrições dos Clinton como pedófilos. Conspirações sobre o . Conspirações sobre o Assassinato de Seth Rich. Alegação de que Hillary Clinton concedeu direitos de urânio à Rússia em troca de doações para a Fundação Clinton. Alegação de que Hillary Clinton se reuniria secretamente com bancos internacionais para conspirar contra a soberania dos EUA.
Ted Cruz Teorias sobre o Assassinato de John F. Kennedy – alegou que Rafael Cruz, pai do senador Ted Cruz, teria ligações com Lee Harvey Oswald. Trump declarou posteriormente que não acreditava de fato na história.
Joe e Hunter Biden Teorias da conspiração sobre Biden e a Ucrânia. Teorias sobre a morte de Osama bin Laden, alegando que o corpo era um sósia e que a equipe SEAL Team 6 teria sido morta. Controvérsia sobre o laptop de Hunter Biden e conspirações sobre negócios na China. Teorias sobre a cocaina encontrada na Casa Branca em 2023 ligadas a Hunter Biden. Acusação infundada de que Joe Biden é controlado por pessoas nas "sombras escuras". Alegação falsa de que o governo Biden estava pronto para matá-lo durante a busca do FBI em Mar-a-Lago. Acusação falsa de que a FEMA gastou dinheiro com imigrantes ilegais, prejudicando a resposta a furacões. Alegação de que o governo Biden subornou organizações de notícias por cobertura positiva. Compartilhamento de postagem alegando que Biden foi executado em 2020 e substituído por um clone robótico. Alegação de que os arquivos de Epstein são documentos falsificados criados por seus oponentes políticos.
Kamala Harris Acusação de que Harris pagou celebridades por endossos, alegando falsamente o pagamento de 11 milhões de dólares a Beyoncé.
Joe Scarborough Teoria da conspiração acusando o apresentador Joe Scarborough de assassinato.
Outros Alegação de que o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau seria filho secreto de Fidel Castro. Sugestão de que Nikki Haley estaria desqualificada para a presidência. Disseminação de conspirações sobre o ataque a Paul Pelosi, sugerindo uma encenação. Sugestão de que o último desejo de Ruth Bader Ginsburg teria sido fabricado por democratas. Alegação de que o Comitê do 6 de Janeiro destruiu todas as evidências. Afirmação de que James Comey estaria pedindo o assassinato do presidente ao postar uma imagem de conchas.
Alegações sobre oposição clandestina
Estado Profundo (Deep State) Alegações de uma conspiração do "estado profundo" para resistir aos objetivos do governo Trump.
Antifa Alegação de que um avião cheio de "bandidos em uniformes escuros" (Antifa) teria voado para fomentar distúrbios.
Anarquistas Repercussão de que os protestos de George Floyd seriam uma "tentativa de golpe" por uma rede de anarquistas.
Interferência russa e contestações à investigação de Robert Mueller
Alegações de que Obama espionou Trump, incluindo o Spygate e alegações de escutas telefônicas na Trump Tower. Alegações de que Hillary Clinton espionou Trump. Farsa do Russiagate. Trump e seus defensores utilizaram termos como "farsa da Rússia" ("Russia hoax"), "farsa do conluio russo" e "farsa do Russiagate" para deslegitimar investigações de suposta cooperação ou conspiração entre a campanha de Trump e o governo russo. Eles afirmam que tais acusações são uma farsa perpetrada por críticos e que Trump seria vítima de uma "caça às bruxas". Trump e seus apoiadores não apresentaram evidências de tal farsa. A acusação de "farsa" foi desmentida por diversas fontes e contradiz as descobertas investigativas sobre as ações reais do presidente e seus associados. Promoção da teoria de que a Ucrânia, e não a Rússia, interferiu na eleição de 2016.
Alegações sobre as eleições de 2016, 2020 e 2024
thumb|Para semear dúvidas sobre as eleições, Trump intensificou o uso de termos como "eleição fraudada" e "interferência eleitoral" antes do pleito de 2024 em comparação aos dois anteriores — estratégia descrita como "se eu ganhar, venci; se eu perder, você trapaceou".
Alegação falsa de Trump de que a eleição foi roubada. Italygate. Stop the Steal e teorias conspiratórias relacionadas. Teorias de conspiração sobre eleitores. Alegação de que venceu no voto popular em 2016, afirmando que houve "trapaça tremenda" na Califórnia, Nova York e outros lugares. Alegação de que o Google manipulou votos na eleição de 2016. Tuítes afirmando que os resultados do Google estavam "ADULTERADOS" contra ele. Promoção de teoria da conspiração de que as máquinas da teriam deletado milhões de votos de Trump. Referência aos Twitter Files como prova de que empresas de tecnologia e o Comitê Nacional Democrata fraudaram a eleição de 2020, sugerindo a suspensão da Constituição. Citação de relatório não verificado de que entre três e cinco milhões de não-cidadãos votaram em 2016. Alegação, baseada em vídeos do Project Veritas, de que Hillary Clinton e Obama contrataram pessoas para serem violentas em comícios de Trump.
Alegações sobre ciência, medicina e estatísticas Alegação de que as mortes por COVID-19 foram sistematicamente superestimadas. Alegações de conluio entre Anthony Fauci e a indústria farmacêutica. Alegações de que Bill Gates e Anthony Fauci lucraram com as vacinas de COVID-19. Teoria da conspiração sobre o aquecimento global, afirmando que o conceito foi criado pelos chineses para tornar a manufatura dos EUA não competitiva. Controvérsia sobre o número de mortos do Furacão Maria. Alegação de que o movimento contra o asbesto (amianto) seria liderado pela máfia. Alegação de que vacinas causam autismo. Alegação de que turbinas eólicas causam câncer. Acusação contra Erika McEntarfer de fraudar estatísticas trabalhistas por razões políticas, resultando em sua demissão.
Alegações sobre grupos nacionais, étnicos ou raciais Teoria da conspiração da , alegando que imigrantes não-brancos buscam deslocar cidadãos americanos. Compartilhamento de infográfico falso afirmando que negros seriam responsáveis por 81% das mortes de brancos, citando um órgão inexistente. Alegação de que presenciou muçulmanos em Jersey City comemorando os ataques de 11 de setembro. Teoria da conspiração de que refugiados sírios seriam membros do ISIS. Alegação de que o governo mexicano força criminosos a cruzarem a fronteira. Teoria da conspiração do genocídio branco na África do Sul. Boato falso de que imigrantes haitianos em Springfield estariam comendo animais de estimação.
Alegações de manifestantes pagos Sugestão de que manifestantes violentos eram financiados por "pessoas ricas muito estúpidas". Alegação de que ativistas antifa seriam financiados por democratas ou por George Soros. Acusação de que manifestantes em Washington D.C. foram pagos pelos democratas.
Alegações sobre George Soros De que Soros financiou os protestos contra a nomeação de Brett Kavanaugh à Suprema Corte. De que Soros financiou as caravanas de migrantes da América Central. De que o promotor Alvin Bragg foi "comprado e pago" por Soros.
Questionamentos sobre terrorismo Teorias sobre os ataques de 11 de setembro. Negacionismo em relação ao ataque ao Capitólio em 6 de janeiro. Alegação de que terroristas do Hamas estariam entrando nos EUA pela fronteira sul. Sugestão de que agentes do FBI foram responsáveis por inflamar a violência em 6 de janeiro.
Outros Referência a uma teoria da conspiração sobre a morte de Antonin Scalia. Alegação de que o FBI sabe quem colocou as bombas caseiras próximas ao DNC e RNC em 6 de janeiro. Alegação de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro controla o Tren de Aragua. Dúvidas sobre se as reservas de ouro dos EUA ainda estão em Fort Knox.
Teóricos da conspiração endossados por Trump
Donald Trump tem incentivado indivíduos que espalham teorias da conspiração.
Teve um jantar com Kanye West depois que este promoveu teorias da conspiração antissemitas e prometeu ir para "death con 3 On JEWISH PEOPLE" (escala de alerta 3, pronto para o combate, contra o povo judeu) em sua conta no Twitter. Seu convidado para o jantar foi Nick Fuentes, um conhecido negacionista do Holocausto. Alex Jones, editor do Infowars, um negacionista das mudanças climáticas que afirmou que o Banco Mundial inventou a "farsa" das mudanças climáticas, alega falsamente que vacinas causam autismo e que incentivou seus ouvintes a assediarem as vítimas do tiroteio na escola primária de Sandy Hook, que ele chamou de "farsa". Trump apareceu no Infowars, onde elogiou a "reputação incrível" de Jones e repetiu as alegações de Jones durante a campanha. Paul Joseph Watson, que trabalhou para o Infowars de Alex Jones e cujos interesses em teorias da conspiração incluem rastros químicos, a Nova Ordem Mundial e os Illuminati. Laura Loomer, que fez alegações falsas sobre vários tiroteios em massa nos EUA, incluindo que eles estavam afiliados ao ISIS ou que os tiroteios foram inteiramente encenados. Jack Posobiec, conhecido por promover a teoria da conspiração Pizzagate. Sidney Powell, advogada que se juntou à equipe jurídica de Trump em 2020, embora a equipe tenha se distanciado dela depois que ela alegou publicamente que a eleição de 2020 havia sido fraudada por um elaborado complô comunista internacional. Ela protocolou e perdeu quatro processos federais, alegando fraude eleitoral de proporções "bíblicas" e alegando que as máquinas de votação haviam sido secretamente programadas para trocar votos de Trump para Biden. Rudy Giuliani, o ex-Prefeito de Nova Iorque durante os Ataques de 11 de setembro, mais conhecido em anos recentes por seu papel como advogado de Donald Trump em vários processos relacionados e por ser um dos principais defensores de teorias da conspiração sobre a eleição presidencial de 2020, como a de que entre 65.000 e 165.000 cédulas na Geórgia foram ilegalmente depositadas por eleitores menores de idade, que entre 32.000 e "algumas centenas de milhares" de imigrantes ilegais votaram no Arizona, e que de 8.021 a 30.000 votos na Pensilvânia foram depositados de forma fraudulenta por pessoas votando em nome de falecidos cujos nomes ainda não haviam sido removidos dos registros eleitorais.