miniaturadaimagem|Retrato Melissa Rodrigues por Pedro FerreiraMelissa Rodrigues (Praia, Cabo Verde) é uma artista visual, curadora, performer, programadora, arte-educadora e investigadora luso-cabo-verdiana.
É pós-graduada em Performance (Curso de Especialização) pela Faculdade de Belas Artes - UP e licenciada em Antropologia pela FCSH - UNL. Formação em Artes Performativas e Formação Intensiva Acompanhada (F.I.A.) pelo c.e.m. - centro em movimento, Lisboa.
A sua obra e pesquisa centram-se nas áreas da performance e cultura visual, com um foco específico na imagem e representação do corpo negro e das subjetividades negras afrodiaspóricas. É programadora de Discurso no TBA – Teatro do Bairro Alto, em Lisboa, e uma das artistas fundadoras da UNA – União Negra das Artes.
Percurso Nascida na Praia, Cabo Verde, Melissa Rodrigues desenvolve uma prática artística e curatorial que reflete sobre a sua herança africana e a experiência diaspórica. A sua atuação multidisciplinar abrange a criação artística, a curadoria, a programação cultural e a investigação académica.
Com um percurso iniciado em 2008 na educação não-formal e artística, Melissa Rodrigues tem trabalhado em projetos de Arte na Comunidade e Educação Pela Arte. Neste âmbito, colaborou com a Associação MOVEA em escolas públicas da Amadora, com os serviços educativos do Museu do Oriente e d'A Oficina - Centro de Artes e Mesteres Tradicionais de Guimarães, e foi arte-educadora no Serviço Educativo do Museu de Arte Contemporânea de Serralves entre 2015 e 2020. Em 2021, assumiu funções de curadoria no programa para escolas do Batalha - Centro de Cinema.
A sua prática artística é marcadamente colaborativa e interdisciplinar, relacionando arte, experimentação e ativismo. Como investigadora em Performance e Cultura Visual, foca a sua pesquisa na Imagem e Representação. É membro ativo de várias estruturas coletivas, incluindo a Associação Cultural Rampa, o InterStruct Collective, o Núcleo Anti-Racista do Porto e a UNA - União Negra das Artes.
O seu trabalho artístico tem sido apresentado em diversas exposições coletivas e individuais, festivais e conferências, em espaços como o Hangar, a Plataforma Revólver, a Fundação Calouste Gulbenkian, ou a ZK/U Berlin. Entre 2020 e 2021, integrou as equipas curatoriais dos programas "Um Elefante no Palácio de Cristal" e "Anuário 2020" da Galeria Municipal do Porto.
A sua investigação concentra-se na desconstrução de narrativas visuais hegemónicas e na exploração de novas formas de representação para as identidades negras, utilizando frequentemente a performance como meio de questionamento político e social.
Na sua atividade institucional, ocupa o cargo de Programadora de Discurso no TBA – Teatro do Bairro Alto, onde é responsável por conceber e organizar debates, talks e outros formatos de programação discursiva que acompanham a agenda cultural do teatro, promovendo uma reflexão crítica sobre arte e sociedade.
É igualmente reconhecida como uma das fundadoras da UNA – União Negra das Artes, uma organização coletiva dedicada à visibilização, promoção e defesa dos interesses de profissionais negros nas artes e espetáculo em Portugal.
É regularmente membro de júri em concursos de apoio à criação artística promovidos pela Direção-Geral das Artes e pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Referências
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