Alí Primera é um filme venezuelano de 2024 dirigido por Daniel Yegres, que narra a vida do cantautor venezuelano de mesmo nome, Alí Primera. Foi selecionado como o representante da Venezuela na categoria de Melhor Filme Internacional na 98ª edição do Oscar.

Elenco

Eduardo González como Alí Primera Michelle De Andrade como Sol Mussett Sol Mussett como Lesbia María González de Musset Sandino Primera como Antonio Isidoro Primera Mauricio Celimen como Alí Primera (jovem) Víctor Manuel Amaya como Alí Primera (adolescente) Mervin Mosquera como Alí Primera (criança) Jorge Reyes commo José Vicente Rangel Egon Ilka como Teodoro Petkoff Miguel Ángel Suárez como Jorge Antonio Rodríguez

Produção O filme foi produzido pela Humana Cine com o apoio do programa estatal Gran Misión Viva Venezuela.​ De acordo com os produtores, o filme demandou três anos de pesquisa, nove meses de produção e pós-produção, 36 dias de filmagem, 40 locações em três cidades e cinco povoados, e contou com uma equipe técnica de 111 profissionais e a participação de 777 atores.

A família de Alí Primera colaborou ativamente no projeto, compartilhando suas opiniões e posicionamentos, e em alguns casos até participando com papéis de personagens no filme. A família leu a primeira versão do roteiro e pediu várias mudanças importantes, que não foram levadas em conta. A família pôde ver a versão definitiva apenas duas semanas antes de sua estreia, limitando o tempo para as recomendações que poderiam fazer. A maioria de suas opiniões no processo de pós-produção foi omitida, assim como seu pedido para que a data de estreia fosse adiada para fevereiro de 2025.

O filme foi lançado em 31 de outubro de 2024, comemorando os 83 anos do nascimento do protagonista. Arrecadou 44.013 dólares e teve um público de 20.450 espectadores, sendo o filme mais assistido do ano, embora tenha arrecadado menos que o segundo filme do ano anterior, La chica del alquiler (26.775 espectadores).

Recepção No mesmo dia da estreia, 31 de outubro de 2024, a família Primera publicou um comunicado assinado por sua viúva e filhos, expressando seu desacordo com o conteúdo e as decisões criativas do filme. Nele, eles opinam que a representação de Alí Primera é a de "um comediante vazio, sem conteúdo, sem profundidade", e que a produção "desfoca sua figura". No entanto, reconheceram "uma grande fotografia, paisagens, cores, grandes atuações, e um Alí criança (em duas etapas) lindo, mais próximo de sua vida".

No jornal Crónica Uno, Humberto Sánchez Amaya escreveu que a obra "Cai na tentação de deixar o mínimo possível de fora, um objetivo que resulta em uma sequência de cenas sem aprofundamento [...] Há cenas que não se entendem em sua razão de ser nem em seu peso para a trama". Ele concluiu que "Sem dúvidas, Alí Primera é uma daquelas figuras da cultura venezuelana que merece ser revisitada tanto pelo cinema, quanto pela literatura, o teatro e outras expressões artísticas. Mas, nesta oportunidade, perdeu-se o foco. Não apenas por tentar contar tudo o que é possível em duas horas, mas por diminuir o desenvolvimento de um personagem para promover slogans. Por dar prioridade a enaltecer ideias já superconhecidas por um público saturado", e "Porque o cinema pode ser político, mas a prioridade está sempre na história e no respeito à jornada do protagonista".​ O crítico e diretor de cinema Sergio Monsalve citou Alí Primera como um exemplo de "filmes de propaganda e proselitismo evidente".

Em março de 2025, a Casa de América de Madrid suspendeu um ciclo programado onde o filme seria exibido, juntamente com o filme Operación Orión e o documentário La batalla de los puentes.

Ligações externas

Categoria:Filmes da Venezuela de 2024 Categoria:Filmes em língua espanhola Categoria:Filmes biográficos da Venezuela Categoria:Representações culturais de pessoas da Venezuela