Crise adrenal é uma complicação de insuficiência adrenal que pode ocorrer, seguindo um evento desencadeante. Sintomas são de início repentino e podem incluir confusão, dor abdominal, náusea, vômito, febre e pressão arterial baixa. Complicações podem incluir convulsões, ritmo cardíaco irregular e falência dos órgãos.
Insuficiência adrenal pode ocorrer devido à doença de Addison, síndrome de Waterhouse-Friderichsen, uso crônico de glucocorticoide, ou apoplexia pituitária. Contudo, mais de metade das pessoas em crise não percebe que têm insuficiência adrenal. Gatilhos podem incluir parada de corticosteroides após o uso prolongado, infecção, lesão, tireotoxicose, exercício extenuante, álcool e estresse emocional. O mecanismo subjacente envolve a não suficiência do hormônio cortisol. O diagnóstico é apoiado por altos níveis de potássio no sangue, baixo sódio no sangue e baixo nível de cortisol. A confirmação é por um teste de estimulação ACTH.
A prevenção é dobrar a dose usual de esteroides quando doente. O tratamento é geralmente administrando injeções de hidrocortisona, apesar da metilprednisolona ou dexametasona poderem também serem usadas. Fluidos intravenosos, vasopressores, dextrose e antibióticos podem ser necessários.
Insuficiência adrenal primária afeta cerca de 5 a cada 100.000 pessoas, enquanto a insuficiência adrenal secundária afeta cerca de 22 a cada 100.000 pessoas. Naqueles com crise de insuficiência adrenal, ocorre em cerca de 5% a 10% ao ano. Pessoas idosas são comumente afetadas. Naqueles com insuficiência adrenal, 1 pessoa em 200 morre por essa complicação. Durante uma crise adrenal, o risco de morte é de até 25%.
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