A família de Vananda () foi uma família principesca (nacarar) do Reino da Armênia.
História
O sobrenome e origem da família de Vananda são desconhecidas e as fontes referem-se a eles pelo nome de seu domínio, o gavar (distrito) de Vananda, na ascar (província) de Airarate. É possível que fosse um ramo da família Ordúnio, que governava Bassiana. É igualmente possível que a família também fosse um ramo cadete da família Camsaracânio, cujo ramo principal governava Arsarúnia e os seus ramos cadetes governavam Abélia, Havenúnia, Gabélia. Sendo assim, descendiam da dinastia arsácida . A Lista Militar (, Zōrnamak), o documento que indica a quantidade de cavaleiros que cada uma das famílias nobres devia ceder ao exército real em caso de convocação, afirma que podiam arregimentar mil cavaleiros. A Lista de Trono (, gahnamak) os menciona em 14.ª (linha principal) e 63.ª (linha cadete) posições entre as casas nobres.
A família é mencionada pela primeira vez ao longo do , na obra de Fausto, o Bizantino. O primeiro membro conhecido foi Orodes, que participou da comitiva que conduziu Hesíquio para Cesareia Mázaca, onde foi consagrado católico da Armênia. O segundo foi Artabano, que em 347/8 participou na reunião conveniada pelo rei para decidir o sucessor de Hesíquio e foi responsável por escoltar Daniel ao encontro dele. Por fim, o bispo Zortuaz, que esteve ativo no tempo dos reis e . Segundo Moisés de Corene, pouco após ascender, Cosroes IV enfrentou a revolta dos príncipe de Vananda, que foram derrotados e massacrados pelo aspetes .
Em 420, quando Sapor soube da morte de seu pai e foi a Ctesifonte, a capital sassânida, os príncipe de Vananda se mostraram heroicos e corajosos na luta contra bandos persas que invadiram o país. Segundo Eliseu, o Armênio e Lázaro de Farpe, Gade esteve presente no Concílio de Artaxata de 450 e Tatul colaborou na revolta de contra o xainxá . Anos depois, Verém e Ateguém foram companheiros de armas de em sua revolta contra o xainxá . Zecas compareceu ao Primeiro Concílio de Dúbio de 505 e Astuasatur ao Segundo Concílio de Dúbio de 555. Sebeos menciona a participação de alguns príncipes de Vananda, cujos nomes não foram registrados, nos esforços do imperador para parar a conquista muçulmana da Armênia.
Bibliografia
Categoria:Família de Vananda