Arqueologia queer é uma abordagem da arqueologia que usa a teoria queer para questionar visões normativas, e especialmente heteronormativas, do passado.
Ela pretende favorecer um ponto de vista crítico e escapar dos pressupostos normativos e binários do discurso arqueológico predominante. Neste último ponto, coincide com a arqueologia feminista. Isso não representa apenas um olhar sobre as mulheres do passado ou uma introdução desse gênero nas interpretações do passado, mas também um questionamento a valores considerados sexistas em interpretações arqueológicas.
A arqueologia queer surgiu graças ao surgimento das teorias queer e como crítica a duas outras abordagens arqueológicas (a transgênero e a de gênero) no seu uso da igualdade de gênero/sexo, na não contemplação das diferentes culturas, etnias e classes sociais, e na sua visão considerada eurocêntrica. Defende ainda que se deve considerar a grande variedade de identidades sociais e o questionamento de conceitos como família ou unidade familiar.
Ver também Estudos queer Teologia queer
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