Antônio Amauri Malaquias de Pinho (26 de maio de 1966, em Poranga, Ceará) é um advogado, empresário e político brasileiro, especializado em Direito Eleitoral. Desde 2025, é presidente nacional do PRTB. Foi vereador em Vila Boa, Goiás, entre 2005 e 2012, e atuou interinamente como prefeito da cidade.
Biografia Nascido em Poranga, Ceará, Antônio Amauri Malaquias de Pinho cresceu em uma família com histórico de envolvimento político, incluindo vereadores, prefeitos e deputados. Aos treze anos, mudou-se para Fortaleza, onde concluiu seus estudos enquanto trabalhava como professor particular. Aprovado em concursos públicos, mudou-se para Brasília, onde trabalhou na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, no Banco de Brasília, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na Polícia Federal e no Departamento Estadual de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), onde se aposentou.
Atuação política Vereador e prefeito interino Em 2004, Pinho foi eleito vereador em Vila Boa, Goiás, sendo reeleito em 2008. Durante seu mandato, presidiu a Câmara Municipal. Após a cassação do prefeito e do vice-prefeito, assumiu interinamente a prefeitura.
Atuação nacional Pinho participou de processos que culminaram na destituição dos diretórios nacionais do PROS e do PRTB. Em 2025, foi eleito presidente nacional do PRTB.
Controvérsias
Exploração de prestígio e tráfico de influência Em 2017, Pinho foi investigado na Operação Mercador de Fumaça, da Polícia Federal, e preso por suspeita de tráfico de influência no STF e no STJ. O Ministério Público Federal (MPF) o denunciou em 19 de março de 2019, alegando que ele negociava valores de até oitocentos mil reais e dois milhões de reais para influenciar decisões judiciais em favor de um prefeito afastado. Uma condenação anterior, em 2014, por prática semelhante foi citada. A defesa alega que as provas são frágeis e que o MPF reconheceu a prescrição da pena em 30 de julho de 2024.
Improbidade administrativa Em 2018, Pinho teve bens bloqueados no valor de aproximadamente novecentos e setenta e quatro mil, setecentos e quarenta e quatro reais e setenta e dois centavos em uma ação de improbidade administrativa, devido a suposta fraude na venda de um terreno público em Vila Boa, Goiás, comprado por doze mil e quinhentos reais em 2007 e vendido por quinhentos e setenta e quatro mil, setecentos e quarenta e quatro reais e quarenta e cinco centavos em 2012. O processo segue em andamento.
Cassação e inelegibilidade Em 2012, o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) julgou procedente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Pinho, resultando na cassação de seu diploma, multa e inelegibilidade por oito anos, por abuso de poder e uso indevido de bens públicos durante as eleições em Vila Boa.
Bibliografia Como Cassar um Prefeito Corrupto (2013) Direito Eleitoral – As Inelegibilidades e suas brechas (2016)
Ligações externas
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