O paradoxo estabilidade-instabilidade é uma teoria de relações internacionais sobre o efeito das armas nucleares e da destruição mutuamente assegurada. O paradoxo afirma que quando dois países possuem armas nucleares, a probabilidade de uma guerra direta entre eles diminui muito, mas a probabilidade de conflitos menores ou indiretos entre eles aumenta. Isto ocorre porque atores racionais querem evitar guerras nucleares e, portanto, não iniciam grandes conflitos nem permitem que conflitos menores se transformem em conflitos maiores — tornando, assim, seguro envolver-se em conflitos menores. Por exemplo, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética nunca se envolveram em guerras, mas lutaram por procuração na Coreia, no Vietname, em Angola, no Médio Oriente, na Nicarágua e no Afeganistão e gastaram quantias substanciais de dinheiro e mão-de-obra para ganhar influência relativa no terceiro mundo.

Um estudo publicado no Journal of Conflict Resolution em 2009 avaliou quantitativamente a hipótese da paz nuclear e encontrou suporte para a existência do paradoxo estabilidade-instabilidade. O estudo determinou que, embora as armas nucleares promovam estabilidade estratégica e previnam guerras em larga escala, elas simultaneamente permitem conflitos de menor intensidade. Quando um estado possui armas nucleares, mas o seu oponente não possui, existe uma chance maior de guerra. Em contraste, quando existe propriedade mútua de armas nucleares com ambos os estados possuindo armas nucleares, as chances de guerra caem vertiginosamente.

Este efeito pode ser observado na relação Índia-Paquistão e, até certo ponto, nas relações Rússia-OTAN.

Mecanismo O paradoxo estabilidade-instabilidade:

Ver também

Dissuasão mínima Paz nuclear Teoria da dissuasão

Leitura adicional

Hiim, Henrik Stålhane; Tunsjø, Øystein (2025). "The U.S.-China Stability-Instability Paradox: Limited War in East Asia". International Security. 50 (1): 152–181. Categoria:Paradoxos Categoria:Teoria das relações internacionais Categoria:Estratégia nuclear