Joan Rothschild (1º de fevereiro de 1928 – 1º de fevereiro de 2015) foi uma acadêmica norte-americana, feminista e cientista política, reconhecida por suas análises críticas sobre tecnologia, ética reprodutiva e teoria feminista. Atuou como professora emérita na Universidade de Massachusetts Lowell e foi pesquisadora associada do Center for Human Environments, ligado ao CUNY Graduate Center.
Biografia Joan nasceu em Nova Iorque em 1928 e graduou-se em Inglês pela Universidade Cornell em 1948. Mais tarde, obteve o mestrado em Ciência Política e o doutorado em Política pela Universidade de Nova Iorque.
Durante as décadas de 1950 e 1960, esteve fortemente envolvida na vida política e comunitária do Greenwich Village, em Manhattan. Participou das campanhas presidenciais de Adlai Stevenson II, ajudou a fundar o grupo político Village Independent Democrats, mobilizou-se contra a extensão da Quinta Avenida pelo Parque Washington Square e colaborou com a Liga das Mulheres Eleitoras. Seu engajamento nessas causas refletia a defesa constante da justiça social, dos direitos das mulheres e da participação democrática, princípios que também orientariam sua carreira acadêmica. Joan Rothschild faleceu em 1º de fevereiro de 2015, no dia em que completou 87 anos.
Trabalho acadêmico e contribuições Em 1969, Rothschild passou a integrar o Programa de Ciência e Tecnologia da Universidade Harvard. Em 1972, tornou-se professora no Lowell Technological Institute, que mais tarde seria incorporado à Universidade de Massachusetts Lowell, onde coordenou o programa de estudos sobre mulheres e deu aula de disciplinas nas áreas de ciência política e tecnologia. Posteriormente, conquistou o título de professora emérita e também atuou como pesquisadora associada no Graduate Center da CUNY.
Sua produção acadêmica uniu o olhar feminista à reflexão crítica sobre os impactos sociais e éticos da tecnologia. Em Machina Ex Dea: Feminist Perspectives on Technology (1983), Rothschild questionou a narrativa tradicional da história da tecnologia, marcada pelo protagonismo masculino, e destacou as contribuições e perspectivas das mulheres nesse campo.
Já em The Dream of the Perfect Child (O Sonho da Criança Perfeita, 2005), analisou o diagnóstico pré-natal e o desejo cultural de alcançar a “perfeição genética”. Para a autora, essas práticas correm o risco de confundir o conceito de “saúde” com o de “perfeição”, podendo incentivar a interrupção de gestações por condições menores ou tratáveis e, ao mesmo tempo, reforçar a desvalorização social de pessoas com deficiência.
Antes disso, publicou também Teaching Technology from a Feminist Perspective: A Practical Guide (1988), obra que trouxe reflexões teóricas e sugestões práticas para incorporar abordagens feministas no ensino da tecnologia.
Em 1999, Joan Rothschild coeditou a coletânea Design and Feminism: Re-Visioning Spaces, Places, and Everyday Things (Rutgers University Press), que reúne ensaios interdisciplinares de áreas como arquitetura, urbanismo, design industrial e design gráfico. A obra apresenta críticas feministas aos padrões convencionais de design “tamanho único”, reexaminando como cidades, residências, ferramentas e espaços públicos muitas vezes são moldados por pressupostos que desconsideram as necessidades de diversos grupos. O livro também propõe ideias, abordagens educacionais e projetos práticos voltados para promover práticas de design mais inclusivas e sensíveis às diferenças entre grupos de indivíduos. Categoria:Cientistas políticos dos Estados Unidos Categoria:Feministas dos Estados Unidos Categoria:Mortos em 2015 Categoria:Educadores dos Estados Unidos