George Febres (Guaiaquil, 10 de setembro de 1943 — Nova Orleães, 21 de maio de 1996), nascido como Jorge Xavier Febres Cordero Icaza, foi um pintor nascido no Equador, reconhecido internacionalmente por seu estilo extremamente imaginativo e seus engraçados “jogos de palavras visuais”. É especialmente conhecido pelas suas obras com o motivo da banana, que frequentemente utilizava nas suas pinturas. O seu trabalho foi uma parte importante da ascensão dinâmica das artes visuais de Nova Orleães durante o final do século XX.
Biografia É creditado como o iniciador do movimento artístico chamado Visionary Imagism em sua cidade adotiva, Nova Orleães. Seu humor e imaginação intrépida lhe renderam admiradores em todo o mundo. Sua vida em Nova Orleães passou de artista a colecionador de arte, curador e fundador de galeria. Isso o colocou em uma posição central no renascimento da arte que se desenvolveu na cidade durante os anos 1970. Febres trabalhou com afrescos, técnicas mistas, mosaicos e lápis sobre papel. Embora seu trabalho evidenciasse uma forte influência do surrealismo e da arte pop, ele se expandiu para o movimento Visionary Imagism.
Era amigo do famoso artista Andy Warhol e suas obras podem ser encontradas em vários museus dos Estados Unidos, a maioria no Museu de Arte de Nova Orleães. Especialmente conhecida é sua obra “Alligator Shoes”, que chegou a ser reproduzida em selos postais. Realizou uma importante exposição sobre a canonização de seu parente, o Santo Miguel Febres Cordero, que pretendia doar ao Equador, mas as autoridades não a consideraram adequada para o contexto nacional.
Sua vida abertamente homossexual não foi um impedimento para ele desenvolver seu trabalho nos Estados Unidos, mas infelizmente foi um obstáculo para o conhecimento e a aceitação de sua obra em seu país natal, o Equador, e é possivelmente uma das principais razões de sua migração para o norte.
Febres morreu em 21 de maio de 1996, em sua casa no bairro Faubourg Marigny, em Nova Orleães, devido a complicações decorrentes da AIDS. Seus restos mortais repousam no Cemitério de Saint Louis n.º 1, onde foi enterrado com quem foi seu companheiro sentimental em vida, o historiador Jerah Johnson.
Bibliografia Florence, Robert. New Orleans Cemeteries: Life in the Cities of the Dead. Batture Press, Nova Orleães, Louisiana: 1997. pp 59.
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